“O papel da oposição é criticar o que acha que está errado e não tentar destruir”, diz Wagner

Foto: Divulgação
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O senador Jaques Wagner (PT-BA) criticou, nesta sexta-feira (14), durante a sabatina do Grupo A TARDE, a atuação da oposição ao governo do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e classificou o grupo como “negacionista”. Ao defender projetos de infraestrutura em andamento no estado, Wagner afirmou que a oposição estaria negando avanços relacionados ao metrô, ao VLT e à ponte Salvador-Itaparica.

“Eu fico triste com esse comportamento”, afirmou o senador, ao comparar a atuação da atual oposição com sua própria postura quando esteve no campo oposicionista durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo Wagner, sua atuação como opositor era baseada no que chamou de “oposição construtiva”, cujo papel seria apontar erros do governo sem buscar sua destruição.

“O papel da oposição é criticar o que acha que está errado e não de tentar destruir. Eu nunca trabalhei assim, porque eu acho que não é assim que se trabalha na democracia”, declarou.

Na avaliação do senador, a oposição aos governos petistas na Bahia adota uma postura diferente. “A oposição atual ao nosso governo, ao governo de Jerônimo, é uma oposição negacionista”, afirmou.

Wagner citou como exemplos o metrô, o VLT e a ponte Salvador-Itaparica. Segundo ele, os projetos representam investimentos estruturantes para o estado e não deveriam ser alvo de negação política.

“Eles negam o metrô, negam o VLT e negam a ponte. Eles nunca pensaram em nenhuma dessas três coisas”, disse.

O senador também fez uma defesa da trajetória dos projetos. Sobre o sistema metroviário, afirmou que encontrou o metrô parado e que, desde então, o equipamento passou por transformações e segue em expansão. Ele citou ainda o VLT do Subúrbio e a construção da ponte como iniciativas que, na avaliação dele, terão impacto sobre a mobilidade e a infraestrutura logística da Bahia.

Ao falar especificamente da ponte, Wagner lembrou que a licitação havia sido realizada antes da pandemia de Covid-19, mas o projeto sofreu paralisações e dificuldades posteriores, incluindo a alta dos preços dos insumos e discussões com órgãos de controle e empresas vencedoras da licitação.

“Com a Covid, parou tudo. Além de parar tudo, quando nós voltamos à normalidade, os preços dos insumos têm subido muito”, explicou.

Segundo Wagner, após anos de discussões envolvendo o Tribunal de Contas do Estado, o Ministério Público e os vencedores da licitação, foi possível chegar a um acordo para a retomada do projeto.

“Chegamos ao denominador comum e a ponte está andando”, afirmou.

O senador também citou o andamento das obras do VLT no Subúrbio e a expansão do metrô, destacando o trecho entre a Lapa e o Campo Grande.

Para Wagner, os resultados das obras devem responder às críticas da oposição. “Na minha opinião, vão quebrar a cara, porque as coisas vão acontecer como aconteceu o metrô”, declarou.

Ao final, o senador ampliou a defesa de uma visão de desenvolvimento de longo prazo para o estado e criticou o que considera uma postura política de pouca ambição.

“Eu acho que as pessoas pensam pequeno e eu acho que para pensar Bahia tem que se pensar muito grande”, afirmou.

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