O ex-presidente da República Michel Temer relembrou, nesta sexta-feira (14), a decisão de extinguir o Ministério da Cultura durante seu governo e afirmou que a medida fez parte de uma estratégia de redução do número de ministérios. A declaração ocorreu durante entrevista à imprensa nas comemorações dos 215 anos da Associação Comercial da Bahia, após a exibição de um filme no UCI Orient, no Shopping da Bahia.
Ao comentar o período em que esteve à frente da Presidência da República, Temer afirmou que seu governo buscou promover reformas e adotar medidas para melhorar indicadores econômicos. Segundo ele, os resultados incluíram redução da inflação e recuperação do Produto Interno Bruto (PIB).
“O que nós conseguimos [foi] reduzir a inflação […] e recuperar o Produto Interno Bruto”, afirmou.
Questionado especificamente sobre a extinção do Ministério da Cultura, Temer explicou que a decisão ocorreu dentro de uma proposta mais ampla de redução da estrutura administrativa do governo federal. Segundo o ex-presidente, havia, naquele momento, quase 40 ministérios.
“O que nós pensávamos era reduzir o número de ministérios. Eram quase 40 ministérios”, disse.
Temer lembrou ainda que houve a proposta de juntar as estruturas da Educação e da Cultura, fazendo referência à antiga sigla MEC, tradicionalmente associada ao Ministério da Educação e Cultura.
“É interessante, até hoje fala-se MEC. MEC significa Ministério da Educação e Cultura. Mas não é mais MEC, agora é ME”, afirmou.
A decisão, entretanto, provocou reações no setor cultural e, segundo Temer, ele decidiu posteriormente recriar a pasta. O ex-presidente classificou a extinção inicial como uma medida administrativa e destacou sua relação pessoal com a cultura.
“Foi uma boa medida administrativa. De novo, em seguida, eu recuperei o Ministério da Cultura”, declarou.
Temer afirmou ainda ser um “cultor da arte” e ressaltou sua ligação com os livros e com a produção cultural. Para ele, a reação à decisão contribuiu para a rápida reversão da medida.
“Eu sou, como sempre, o cultor da arte, o cultor do livro”, disse.