Wagner classifica corrupção no Judiciário como “a mais danosa de todas” e critica caso Faroeste

Foto: Divulgação
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O senador Jaques Wagner (PT) classificou a corrupção no Poder Judiciário como a mais prejudicial entre as diferentes formas de irregularidade no poder público. Ao comentar o assunto, o parlamentar criticou práticas que envolvem a comercialização de decisões judiciais e afirmou que esse tipo de conduta compromete a confiança da população na Justiça. A declaração foi dada em entrevista à rádio Baiana FM.

Para Wagner, embora toda forma de corrupção seja condenável, os casos envolvendo magistrados e advogados apresentam uma gravidade particular por atingirem diretamente os direitos de terceiros em benefício financeiro de envolvidos nos esquemas.

“Toda corrupção é condenada, não há corrupção que é admissível. Mas, na minha opinião, dentro do que você mesmo falou, a corrupção no Poder Judiciário, para mim, é a mais danosa de todas”, afirmou.

O senador argumentou que a comercialização de decisões pode retirar direitos legalmente assegurados aos cidadãos para favorecer interesses financeiros de magistrados ou advogados. Ele também apontou os impactos desse tipo de prática sobre a credibilidade das instituições judiciais.

“Você tira o direito de alguém para ganhar dinheiro, usurpar o direito de alguém. Por que eu digo que isso é complicado? Porque abala a crença no Judiciário. Uma pessoa acredita e, de repente, vê um direito seu sendo levado ao vento, porque o magistrado ganha um trocado ou um bom dinheiro com aquilo. É um absurdo”, declarou.

Ao defender mudanças no funcionamento do sistema de Justiça, Wagner mencionou a necessidade de reforma e de mecanismos de controle do Judiciário. O petista também fez referência à Operação Faroeste, investigação que apurou um esquema de venda de decisões judiciais envolvendo disputas de terras no oeste da Bahia.

“Essa coisa da reforma do Judiciário, do controle, para mim, acho que é a mais gravosa das corrupções. Repito, é você tirar o direito de alguém para se beneficiar. Então, fica aqui minha nota zero também para esse episódio. Era da Faroeste, isso é Faroeste”, concluiu.

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