ACM Neto rebate projeções para 2028 e provoca adversários: “Vai cair do cavalo”

Foto: Divulgação
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O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, reagiu às manifestações de adversários políticos após o resultado das eleições estaduais e afirmou que a disputa de 2026 não determina o cenário eleitoral de Salvador em 2028. O ex-prefeito também criticou o que classificou como manifestações de ódio contra eleitores que não apoiaram o grupo vencedor e atribuiu declarações desse tipo a lideranças do PT baiano, incluindo o governador Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner.

“É lamentável essa manifestação de ódio. Eu já ganhei e já perdi eleições. Sempre que ganhei, e é importante você saber ganhar, você tem que ter humildade na vida. Não adianta você querer olhar para o lado e achar que humilhar as pessoas que não votaram em você é um caminho. Não é um caminho”, afirmou.

Ao defender sua postura, ACM Neto relembrou a eleição municipal de 2012, quando venceu a disputa pela Prefeitura de Salvador. Segundo ele, mesmo diante de uma cidade politicamente dividida, começou a governar para todos os moradores após assumir o cargo.

“Na eleição, você tem a sua torcida e tem o seu eleitor, mas, depois de eleito, você tem o dever e a obrigação de trabalhar para todo mundo, porque você não vai ser governador, presidente, prefeito de uma parte das pessoas. Você vai ser do todo”, declarou.

O dirigente também rebateu projeções de que o resultado eleitoral de 2026 poderia favorecer o PT na disputa pela Prefeitura de Salvador em 2028. Para sustentar seu argumento, citou o histórico de eleições na capital baiana e afirmou que o partido já venceu disputas pelo governo estadual sem conseguir eleger o prefeito da cidade.

“Eleição estadual não determina necessariamente a eleição municipal. E os grandes exemplos disso aconteceram exatamente aqui em Salvador, nas últimas eleições todas, onde o PT ganhou para governador e nunca fez o prefeito da capital”, disse.

ACM Neto ainda comparou o cenário atual com o enfrentado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil) há quatro anos, quando o grupo político perdeu a disputa pelo governo estadual. Segundo ele, naquele período havia dificuldades na relação com a Câmara Municipal, enquanto o cenário atual estaria mais pacificado, com um processo de consenso em torno da escolha de Alexandre Lenoí para a presidência da Casa.

O ex-prefeito também mencionou diferenças no contexto nacional. Na avaliação dele, o governo federal enfrentava, naquele momento, uma expectativa econômica mais favorável após a eleição de Lula, enquanto o próximo mandato exigirá mais concessões políticas para garantir governabilidade.

Ao concluir, ACM Neto afirmou que considera precipitado associar o resultado das eleições estaduais a uma definição antecipada da disputa municipal. “Vai cair do cavalo quem apostar que, em função do resultado de 2026, já tem alguma coisa decidida para 2028”, declarou.

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