Otto Alencar aponta "guinada à direita" de Angelo Coronel e nega traição na base governista

Foto: Divulgação
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O senador Otto Alencar (PSD-BA) comentou com naturalidade a saída de Angelo Coronel do grupo governista durante entrevista à Rádio Metrópole na manhã desta segunda-feira (2). Otto revelou que o movimento do colega não foi repentino, indicando que o senador já demonstrava inclinação política para compor com a oposição liderada por ACM Neto (União Brasil) há algum tempo

Para o líder do PSD na Bahia, o afastamento reflete uma mudança ideológica na trajetória de Coronel. Otto relembrou o início da carreira do aliado para contrastar com seu posicionamento atual:

"Ele nunca negou a vontade de apoiar o candidato de oposição, nunca negou isso. Ele falou comigo algumas vezes, inclusive ele falava que tinha essa vontade, mas se por acaso tivesse a vaga [na chapa do governo], ele ficaria. Mas é uma coisa que na cabeça dele, é da vontade dele. Hoje eu podia dizer que ele passou... ele não era uma posição de direita muito à direita, que eu não tinha antes. Até porque ele começou, viu, ele ficou muito independente pelo PSDB — ele apoiou o Waldir Pires — ele tinha, na minha cabeça, uma posição de centro-social como eu tenho, mas depois ele ficou muito à direita."

Otto minimizou as acusações de "apunhalada pelas costas" feitas por aliados de Coronel e pelo secretário Cacá Leão (PP). Segundo ele, a política é feita de escolhas e o PSD segue focado na sucessão estadual e na unidade da base do governador Jerônimo Rodrigues. O senador pontuou que a independência exercida por Coronel no Senado nos últimos anos já sinalizava que ele buscava um caminho próprio, mais alinhado a pautas conservadoras e ao grupo que faz oposição ao PT na Bahia.

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