João Roma analisa impacto da vinda de Angelo Coronel e projeta novos arranjos na oposição

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O ex-ministro e presidente do PL na Bahia, João Roma, comentou em entrevista à rádio Baiana FM, nesta segunda-feira (2), a movimentação do senador Angelo Coronel rumo ao grupo de oposição liderado por ACM Neto (União Brasil).

Para Roma, a mudança é um fato político de grande relevância que obriga a coligação a repensar sua estrutura para 2026, exigindo cautela e diálogo entre os partidos aliados. O dirigente partidário reforçou que a decisão de Coronel altera profundamente o equilíbrio de forças, pois não se trata apenas de uma adesão individual, mas da migração de todo um bloco político que vinha dando sustentação ao governo estadual.

João Roma destacou que o peso de Coronel vai além de seu mandato no Senado, envolvendo um grupo político consolidado com influência direta na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e na Câmara dos Deputados.

"Uma mudança como essa de Coronel muda bastante o tabuleiro, porque ela pressupõe aí um outro encaixe, um novo movimento de filiação, análises, porque não é apenas a pessoa do Angelo Coronel, são pessoas outras que também estão vinculadas ao seu grupo político.

Ele tem um filho deputado federal, um filho deputado estadual, vários outros pré-candidatos a deputado estadual e federal que são vinculados a ele. Há exemplos de Tiago Gilleno, ex-prefeito de Ponto Novo, há exemplos de João de Furão, prefeito de Conceição da Feira e tantos outros que certamente irão acompanhar Angelo Coronel", afirmou o ex-ministro durante a entrevista.

O presidente do PL pontuou que a integração desse novo grupo exige compensações e um entendimento fino entre as cinco legendas que formam o núcleo duro da oposição: PL, União Brasil, PP, Republicanos e PSDB. Segundo Roma, o grande desafio será equilibrar as ambições majoritárias com a necessidade dos partidos de elegerem bancadas fortes na Câmara Federal, o que garante sobrevivência e recursos nacionais às siglas.

Ele ressaltou que, dentro desse conglomerado, é preciso haver conversas e muitas compensações, uma vez que o fortalecimento das bancadas federais é o que hoje os partidos mais almejam nacionalmente.

Roma reforçou ainda que defendeu, anteriormente, que ACM Neto aguardasse a definição de Coronel antes de fechar qualquer compromisso antecipado, evitando precipitações na montagem da chapa. Com o novo cenário posto, ele acredita que o período pós-Carnaval será decisivo para o anúncio dos arranjos finais e das acomodações partidárias.

O dirigente concluiu sinalizando que o movimento de Coronel abre espaço para novos arranjos que podem surpreender o cenário político baiano, prevendo que após as festas momescas haverá uma série de novidades para os comunicadores e para o eleitorado.

Compartilhe:

Siga a gente Instagram | Facebook | Twitter | Youtube

LEIA TAMBÉM

REDES SOCIAIS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

error: Conteúdo protegido.