O senador reeleito Jaques Wagner (PT) afirmou que sempre teve confiança na vitória da chapa governista formada por ele e pelo ex-governador Rui Costa (PT) nas eleições de 2026. Em entrevista à rádio Baiana FM, o petista atribuiu o resultado eleitoral à avaliação positiva das gestões estaduais do grupo político, aos investimentos realizados na Bahia e ao reconhecimento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao comentar a composição da chapa, Wagner destacou que os dois integrantes deixaram o comando do Executivo estadual com avaliações positivas e conseguiram eleger seus sucessores. Rui Costa venceu a disputa pelo governo em 2018, enquanto Jerônimo Rodrigues foi eleito em 2022, após a gestão de Wagner. “Eu sempre achei porque era uma chapa muito forte. Dois ex-governadores, eu e Rui, que saímos do governo bem avaliados, ambos fizemos um sucessor”, afirmou.
O senador também mencionou a participação dele e de Rui Costa na articulação de investimentos para o estado, especialmente durante o período em que ocupou a liderança do governo no Senado e o ex-governador esteve à frente da Casa Civil da Presidência da República. Segundo Wagner, foram atraídos R$ 145 bilhões em investimentos para a Bahia.
“Eu gosto sempre de repetir a frase, que é idiota: nada resiste ao trabalho”, declarou. Na avaliação do petista, as gestões do grupo político que governa a Bahia há duas décadas promoveram mudanças na estrutura do estado, com investimentos em hospitais, policlínicas, estradas e infraestrutura. Wagner ressaltou, no entanto, que ainda existem demandas a serem enfrentadas, especialmente na área da segurança pública.
Ao abordar o tema, o senador citou os resultados do sistema de reconhecimento utilizado pelas forças de segurança para localizar pessoas procuradas pela Justiça. Ele afirmou que mais de 2 mil pessoas foram presas em 2025 por meio da tecnologia e que o número acumulado desde a implantação do sistema ultrapassa 6 mil detenções.
Wagner também relacionou o resultado das eleições nacionais à avaliação do governo Lula e à rejeição a uma possível volta do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “O resultado da eleição nacional mostra que o trabalho do presidente Lula foi reconhecido, somado ao medo da volta de um sistema de governo, do Flávio Bolsonaro”, afirmou.
Ao explicar a confiança na vitória, o senador voltou a destacar a trajetória administrativa dos membros da chapa e a articulação política construída pelo grupo na Bahia. Ele também rejeitou a classificação de candidatura de puro-sangue para a composição formada por dois ex-governadores. “Não se trata de puro-sangue, se trata de trazer dois ex-governadores, no meu caso, ex-governador e senador, indo para a reeleição, e Rui, que é ex-governador, chefe da Casa Civil, o ministro mais importante do terceiro governo Lula”, concluiu.