O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União Brasil), detalhou sua postura em relação à disputa presidencial de 2026. O líder político reforçou, em entrevista à Band Bahia, nesta segunda-feira (2), que sua prioridade pessoal continua sendo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, mas ressaltou que o cenário nacional ainda atravessa um momento de definições importantes após a recente migração de Caiado para o PSD.
Neto explicou que a saída de Caiado do União Brasil foi discutida de forma transparente e amigável. Segundo ele, o governador goiano participou de reuniões em sua residência em Salvador e conversou com o presidente nacional da legenda, Antônio Rueda, antes de tomar a decisão. A mudança para o PSD de Gilberto Kassab ocorreu pela busca de uma legenda que oferecesse maior segurança jurídica e viabilidade política para o seu projeto presidencial, visto que o União Brasil caminha para uma federação com o PP, que possui outros interesses na composição da chapa nacional.
Apesar da preferência por Caiado, ACM Neto adotou um tom cauteloso, lembrando que o PSD agora abriga três fortes nomes: além de Caiado, os governadores Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS) também estão no páreo. Neto mencionou ainda outros atores relevantes da oposição, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, com quem almoçou recentemente em Salvador e discutiu um alinhamento programático antipetista. Ele pontuou que a decisão final sobre o apoio presidencial não será tomada de imediato, dependendo de como as "peças do tabuleiro" se moverão nos próximos meses.
O ex-prefeito destacou que seu foco atual está na Bahia e na organização das chapas proporcionais e majoritária para enfrentar Jerônimo Rodrigues (PT), com prazo de definição até 4 de abril. Neto reiterou que, embora pretenda ter um palanque presidencial claro, respeitará a autonomia dos partidos de sua base aliada (como PL, PP, PSDB e Republicanos) que eventualmente decidam apoiar outros candidatos. "O Ronaldo Caiado está na frente de todas as outras [opções], mas nós temos que aguardar essa ida dele para o PSD e saber se ele será, de fato, o candidato", concluiu.