Durante entrevista à rádio Salvador FM nesta segunda-feira (8), o senador e pré-candidato à reeleição Ângelo Coronel (Republicanos) afirmou que o comportamento do eleitorado baiano pode surpreender durante uma campanha eleitoral e relembrou disputas históricas marcadas por reviravoltas nas urnas.
Ao comentar as perspectivas para as eleições de 2026, Coronel citou o pleito de 2006, quando Jaques Wagner venceu a disputa pelo Governo da Bahia no primeiro turno, apesar do favoritismo atribuído ao então candidato Paulo Souto durante boa parte da campanha.
Segundo o senador, o resultado demonstrou que pesquisas e apoios políticos nem sempre são determinantes para o desfecho de uma eleição.
“Wagner ninguém esperava. Paulo Souto tinha 60% nas pesquisas, todos os prefeitos também estavam com Paulo Souto, e quando abriu a urna, Wagner ganhou a eleição no primeiro turno”, recordou.
Para Coronel, o eleitor baiano possui características próprias e costuma tomar decisões que surpreendem analistas e lideranças políticas.
“Então o baiano tem essa manha na eleição. Muitas vezes ele está lá com um disparado, daqui a pouco ele resolve acordar e cravar no outro”, afirmou.
O parlamentar também mencionou outras disputas que, segundo ele, contrariaram previsões eleitorais e servem de exemplo para demonstrar a imprevisibilidade do cenário político.
“Como aconteceu na época com Valdir, que ninguém esperava, aconteceu com Wagner, ninguém esperava, e pode acontecer com Neto”, declarou.
Apesar da comparação, Coronel destacou uma diferença em relação ao atual momento político de ACM Neto. Na avaliação do senador, o ex-prefeito de Salvador já figura como um nome competitivo e com expectativa de desempenho eleitoral relevante.
“Só que com o Neto o povo já está esperando”, concluiu.