O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), confirmou em entrevista à Band Bahia nesta segunda-feira (2) que as conversas para atrair o senador Angelo Coronel para o seu grupo político estão em estágio avançado. Neto destacou que, diante da decisão do PT de consolidar uma "chapa puro-sangue" com Jerônimo Rodrigues, Jaques Wagner e Rui Costa, o senador ficou sem espaço no grupo governista. Para o líder da oposição, o tamanho político de Coronel, sua liderança municipalista e os serviços prestados ao estado justificam o interesse em tê-lo na chapa majoritária de 2026.
ACM Neto enfatizou que uma eventual adesão de Angelo Coronel não seria um movimento isolado, pois o senador carrega consigo um expressivo capital político composto por deputados federais, estaduais, prefeitos e diversas lideranças do interior baiano. Embora o "martelo ainda não tenha sido batido", Neto revelou que o diálogo se intensificou desde o último final de semana e que receberia o senador com alegria em sua base. Ele pontuou que a vinda de Coronel aumentaria significativamente o arco de alianças da oposição, trazendo musculatura para o enfrentamento eleitoral contra a máquina estadual.
Sobre a futura legenda do senador, Neto explicou que a decisão cabe ao próprio Coronel, mas que o União Brasil e outros partidos da base, como o Progressistas (PP), PSDB e Republicanos, estão de portas abertas. O ex-prefeito ponderou que o PL pode ser um caminho mais complexo devido à provável pré-candidatura de João Roma ao Senado, mas reiterou que existem pelo menos quatro siglas viáveis para abrigar o novo aliado. O anúncio oficial da composição da chapa de oposição deve ocorrer apenas em março, após o Carnaval, período reservado para concluir as articulações e organizar as chapas proporcionais.