Rui Costa: "Eu não posso dar prioridade à política partidária e perseguir o município porque o prefeito não é do nosso grupo"

Foto: Divulgação
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O ex-ministro e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), disparou contra a postura de gestores municipais alinhados à oposição que evitam participar de atos e entregas do governo do estado na Bahia. Em entrevista concedida nesta sexta-feira (3), durante a agenda de inauguração viária na região Sul, o petista argumentou que os governantes eleitos têm a prerrogativa de seguir as diretrizes de suas legendas, mas não podem colocar a disputa eleitoral acima dos interesses da população e do desenvolvimento local.

Para embasar sua crítica, Rui Costa utilizou como exemplos os municípios de Feira de Santana e Vitória da Conquista, cidades que historicamente são governadas por partidos adversários ao PT no plano estadual. O ex-governador ressaltou que, mesmo sem o alinhamento partidário nessas prefeituras, as gestões estaduais petistas mantiveram investimentos robustos em infraestrutura e serviços públicos em ambas as localidades, rejeitando qualquer prática de perseguição política ou retaliação administrativa.

O pré-candidato ao Senado sinalizou incômodo específico com a ausência de prefeitos de oposição em palanques institucionais, como na entrega das obras de duplicação da BA-649. Sem citar nomes diretamente, Rui Costa sugeriu que o distanciamento de gestores locais prejudica a atração de novas parcerias e projetos para os próprios municípios por focar exclusivamente no calendário eleitoral de outubro. Ele concluiu afirmando esperar que, após o encerramento do pleito estadual, as lideranças oposicionistas mudem de postura e retomem o diálogo administrativo com as esferas estadual e federal.

"Eu entendo assim: o cara que se elege prefeito, governador ou presidente pode dar prioridade ao partido dele, mas ele não pode dar prioridade à política partidária em detrimento do povo; ele tem que priorizar o seu povo. Por exemplo, eu tenho muito investimento em Feira de Santana, e nós nunca governamos Feira. Eu não posso dar prioridade à política partidária e perseguir o município porque o prefeito não é do nosso grupo. Vitória da Conquista hoje não é administrada pelo PT, e nós fazemos muito investimento lá. Portanto, não tem por que o prefeito não vir aos eventos, não tem por que o prefeito não dialogar. Quando você dialoga, você facilita a entrada de mais investimentos. Nós estamos fazendo muitos investimentos em Itabuna, na chegada da cidade, na avenida, nos viadutos. Então, o gestor podia estar dialogando aqui, mas a cabeça dele está focada apenas na política partidária e na eleição, e não em dialogar sobre as coisas da cidade. Eu espero que, quando passar a eleição estadual, a ficha dele caia e ele venha dialogar", declarou Rui Costa.

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