"Acredito que, com a reeleição, o presidente Lula poderá refazer esse pacto com a sociedade e com os investidores", afirma Rui Costa

Foto: Divulgação
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O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado Federal, Rui Costa (PT), saiu em defesa da condução econômica do governo federal e traçou perspectivas para o cenário de investimentos no país pós-eleições. Em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (3), durante agenda institucional de entregas viárias na região Sul da Bahia, o petista argumentou que a prioridade inicial da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a estabilização institucional e a recuperação da credibilidade externa do Brasil.

De acordo com o ex-governador baiano, o Palácio do Planalto herdou um cenário de forte desorganização fiscal, inflação ascendente e desconfiança por parte dos agentes financeiros do mercado doméstico e internacional. Rui Costa pontuou que o primeiro ciclo da gestão federal concentrou esforços na consolidação de pilares macroeconômicos fundamentais para, a partir dessa base sólida, abrir espaço para a atração de capital.

Projetando o cenário político após o pleito de outubro, o pré-candidato ao Senado sinalizou que a consolidação da reeleição de Lula abrirá caminho para a repactuação de metas de longo prazo com o setor produtivo. Ele defendeu a tese de que a austeridade e o equilíbrio das contas públicas não devem anular a capacidade estatal de induzir o desenvolvimento, citando que saltos econômicos globais historicamente dependeram de aportes robustos em infraestrutura com lastro de sustentabilidade financeira.

"É preciso organizar as finanças do país de acordo com a realidade que se encontra. O presidente Lula encontrou a casa absolutamente desarrumada, com um mercado que não confiava no governo, inflação crescendo por conta dessa desconfiança e um ceticismo enorme no cenário financeiro internacional. Nós precisávamos reconquistar essa confiança, baixar a inflação e organizar econômica e financeiramente o país. Uma vez feito isso e consolidados os pilares, com todos retomando a confiança, é hora de fazer um novo pacto de investimentos. Acredito que, com a reeleição, o presidente Lula poderá refazer esse pacto com a sociedade e com os investidores, mostrando que não há desassociação entre responsabilidade fiscal e um volume de investimento significativo que transforme o Brasil. Todos os países do mundo realizaram grandes aportes para dar saltos em suas economias, e isso exige lastro de sustentabilidade. O presidente agiu corretamente nessa primeira etapa e caberá a ele, vencendo a eleição, repactuar e reorganizar o futuro dos investimentos no Brasil", declarou Rui Costa.

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