Prefeitura diz que Salvador utilizou a mesma frota de ônibus nos dois turnos das eleições

Foto: Divulgação
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A Prefeitura de Salvador disponibilizou no segundo turno das eleições presidenciais a mesma frota de ônibus utilizada na primeira etapa da votação. Segundo o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, a operação foi planejada previamente, publicada no Diário Oficial do Município e comunicada ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).

De acordo com o titular da Semob, a operação do primeiro turno foi realizada sem problemas relevantes, com apenas duas reclamações registradas. Ele afirmou que a estratégia adotada pela gestão municipal considerou a demanda de passageiros e seguiu o modelo utilizado em eleições anteriores.

“A gente adotou a mesma operação que fizemos no primeiro turno, quando tivemos apenas duas reclamações”, declarou.

Pablo Souza também argumentou que a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não exige a circulação de 100% da frota de ônibus nos dias de votação, mas determina que seja garantido transporte adequado à demanda. O secretário comparou ainda a operação de Salvador com a de outras capitais brasileiras e com o sistema metropolitano de transporte da Bahia, administrado pelo governo estadual, ao afirmar que a utilização de uma frota proporcional à procura é uma prática adotada em diferentes cidades.

O secretário destacou ainda que Salvador foi a capital brasileira com a maior redução da abstenção em pontos percentuais no segundo turno. A queda foi de 4,37 pontos percentuais, com um aumento de mais de 85 mil eleitores.

Adesivaço provocou atrasos

Ao comentar as diferenças entre as duas operações eleitorais, Pablo Souza apontou uma ação de apoiadores de um dos candidatos à Presidência como o principal episódio que interferiu no funcionamento do transporte público no segundo turno. Segundo ele, um adesivaço com propaganda eleitoral em ônibus provocou atrasos na saída dos veículos das garagens.

O secretário relatou que as concessionárias começaram a retirar os adesivos dos coletivos diante da proibição de utilizar equipamentos públicos para publicidade eleitoral. Após tomar conhecimento da situação, ele determinou que nenhum ônibus deixasse de circular por causa dos materiais de campanha.

“O que houve de fato novo no segundo turno, diferente do que aconteceu em qualquer outra eleição, foi uma ação sistemática de apoiadores de um determinado candidato. Esses apoiadores fizeram um adesivaço e estavam buscando impedir que os ônibus saíssem sem propaganda eleitoral”, afirmou.

Souza reconheceu que o episódio provocou impactos na operação durante as primeiras horas da manhã. Segundo ele, a Semob atuou para normalizar o serviço até as 10h e assegurar o transporte gratuito dos eleitores.

“Houve, sim, um impacto operacional relevante. É importante dizer isso com muita transparência e seriedade. O trabalho da secretaria foi buscar, até as 10 horas da manhã, normalizar essa situação e superar esse desentendimento”, acrescentou.

Registros de GPS serão enviados ao TRE-BA

Pablo Souza informou ainda que a Semob está encaminhando ao TRE-BA os registros de GPS dos ônibus que circularam no domingo. Segundo o secretário, todos os veículos da frota municipal contam com monitoramento 24 horas por dia, o que permitirá apresentar dados sobre a programação adotada e a movimentação dos coletivos durante o segundo turno.

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