Durante entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (4), no Teatro Sesc Casa do Comércio, em Salvador, após participar da sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), o governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou o cumprimento do mandado de prisão contra a policial militar acusada de atirar e matar o vendedor de lanches Leonardo Gil Lima, conhecido como "Léo Lanches", no bairro de São Cristóvão.
O chefe do Executivo baiano iniciou sua resposta manifestando condolências aos parentes e à comunidade afetada pela perda do jovem comerciante.
"Os meus sentimentos, a perda do jovem. Me solidarizar com a família, com a mãe principalmente, com os filhos e com a comunidade", declarou o governador.
Orientação de rigor e limites na ação policial
Jerônimo Rodrigues revelou ter orientado diretamente o secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, para garantir a devida apuração do caso, destacando que a atuação policial precisa ser firme, porém respaldada pela legalidade e sem excessos.
"A minha determinação com o secretário Marcelo Werner foi que houvesse rigor. Nós não tratamos do exagero em nenhuma parte. A polícia tem que ser firme, tem que ser forte, mas sem exageros", pontuou.
Atuação da Justiça e direito de defesa
Ao abordar a prisão da agente e o andamento do processo criminal conduzido com a participação do Ministério Público e do Poder Judiciário, o candidato à reeleição destacou que o processo legal garantirá o direito de defesa sem espaço para impunidade ou corporativismo.
"E a Justiça cuidou disso. Na sexta-feira havia um movimento, um diálogo com o Ministério Público já nesse sentido, com a decisão do pedido do Ministério Público com a Justiça. Então eu espero que seja apurado", afirmou.
Jerônimo concluiu reforçando o compromisso com a imparcialidade das investigações:
"A PFEM vai ter o direito de se defender, mas como prova de rigor no que nós queremos fazer, é justo que ela seja ouvida e julgada. É o que está posto. Então, nós não estamos dizendo que vamos passar a mão na cabeça nem soltar a mão de ninguém. É o papel da Justiça e eu espero que isso seja tratado com a seriedade que a Justiça faz."