Em entrevista ao vivo ao apresentador Zé Eduardo, na rádio Baiana FM, nesta quinta-feira (20), o candidato à Presidência da República Pablo Marçal (PRTB) falou sobre o desenvolvimento do Nordeste, a migração de nordestinos para outras regiões do país e defendeu uma mudança estrutural na política de desenvolvimento da região.
Ao comentar a relação do Nordeste com a política nacional, Marçal afirmou que a população nordestina foi “deixada de lado” e sustentou que haveria uma espécie de limite ao desenvolvimento da região.
Segundo o candidato, muitos nordestinos deixam seus estados em busca de oportunidades, especialmente em São Paulo, mas mantêm o desejo de retornar às suas cidades de origem após alcançar melhores condições financeiras.
“Nós vamos fazer o Nordeste prosperar para você voltar para casa.”
Marçal também apresentou a ideia de criar um programa que chamou de “Volta para Minha Terra”, voltado a brasileiros que migraram para outras regiões ou até mesmo para fora do país em busca de oportunidades.
Na proposta apresentada durante a entrevista, ele afirmou que pretende criar mecanismos para facilitar o retorno de pessoas e de patrimônio ao Nordeste, incluindo incentivos fiscais para a transferência de recursos.
A declaração mais contundente, porém, veio quando Marçal defendeu a mudança da capital política do Brasil de Brasília para o Maranhão.
O candidato citou a região do Matopiba — formada por áreas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — como um futuro centro de desenvolvimento do país. Para ele, a presença do poder político em uma das regiões de menor desenvolvimento seria uma forma de pressionar pela transformação econômica local.
“O presidente do Brasil tem que morar [lá]. Porque se a gente tem um Estado com pior desenvolvimento, é lá que todos os políticos têm que morar, para eles fazerem aquilo se transformar.”