Jerônimo diz que segurança não se resolve “por magia ou por decreto” e defende maior participação da União

Foto: Divulgação
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O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou, nesta terça-feira (25), que o enfrentamento da violência na Bahia exige investimentos contínuos e uma participação mais efetiva do governo federal. Em entrevista à Rádio Baiana FM/BNews, o governador reconheceu a complexidade do problema da segurança pública e disse que mudanças estruturais não acontecem “por magia ou por decreto”.

“Todas as ações que a gente trata, que requer tempo de mudança de comportamento, não se faz por magia ou por decreto. Porque se fosse por decreto, já teria decretado que nós conseguiríamos resolver o tema da segurança pública. Mas não é decreto, é investimento”, afirmou.

Jerônimo destacou os investimentos realizados pelo Estado na estrutura das polícias e comparou as condições atuais às encontradas em governos anteriores. Segundo ele, a Bahia avançou na aquisição de armamentos, equipamentos de proteção, viaturas, delegacias e na melhoria das condições de trabalho dos policiais.

O governador também citou mudanças promovidas durante as gestões de Jaques Wagner e Rui Costa. “O que era a segurança pública antes do senador, ex-governador Jaques Wagner? Eram viaturas quebradas, eram coletes que eram compartilhados com o uso”, disse.

Na avaliação de Jerônimo, entretanto, o combate às organizações criminosas exige uma estratégia que ultrapasse os limites estaduais. Ele defendeu que um eventual novo mandato, em conjunto com uma possível gestão de Lula no governo federal, permita a criação de um sistema mais integrado de segurança pública.

“Minha expectativa, com o presidente Lula, é que a gente possa criar um sistema único de segurança pública, envolver a União mais fortemente nisso”, declarou.

Para o governador, a maior presença federal deve incluir mais orçamento para ações de segurança, além de reforço no monitoramento das fronteiras. Jerônimo argumentou que a Bahia não é um grande centro produtor de armas e drogas e, por isso, o combate à entrada desses produtos depende de uma atuação articulada com o governo federal.

“A Bahia não produz, não tem laboratórios de grande porte, de pequeno porte, de médio porte, para a produção de drogas, nem produção de armas. Então, o papel do governo federal é fundamental, tanto nos investimentos, quanto no compartilhamento da sua responsabilidade”, afirmou.

Jerônimo sustentou que o Estado continuará ampliando investimentos e qualificando suas forças de segurança, mas defendeu que a União assuma uma parcela maior da responsabilidade pelo enfrentamento das facções criminosas.

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