O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou nesta terça-feira (25) o programa de governo de seu principal adversário na disputa eleitoral e afirmou que o documento teria sido elaborado com auxílio de inteligência artificial. A declaração ocorreu durante sabatina no BNews, na Rádio Baiana FM.
Ao responder sobre propostas para geração de emprego e renda, especialmente para jovens e trabalhadores de micro e pequenas empresas, Jerônimo afirmou que seu programa de governo possui um capítulo específico dedicado à economia, com foco na geração de trabalho e renda.
Na sequência, o governador aproveitou a resposta para criticar o programa apresentado pelo adversário, sem citá-lo nominalmente.
“Infelizmente, o meu opositor fez um programa de governo com IA. Então não foi lá, não foi botar o termômetro para sentir.”
Jerônimo afirmou que não é contrário ao uso da inteligência artificial, mas defendeu que a tecnologia não substitua o contato direto com a população na elaboração de políticas públicas.
“Nada contra utilizar, inclusive utilizo, mas não para fazer programa de governo que o povo tem que sentir na pele.”
Obras públicas e geração de empregos
Durante a sabatina, Jerônimo destacou investimentos públicos e privados como instrumentos para ampliar a oferta de trabalho na Bahia. O governador citou a atração de investimentos internacionais e mencionou a fabricante de veículos BYD como exemplo.
Segundo Jerônimo, a empresa teria entregue 100 mil carros em menos de um ano e gerado quase 6 mil empregos diretos.
O governador também citou empreendimentos ligados aos setores de energia eólica e solar como exemplos de investimentos que, segundo ele, contribuíram para a geração de emprego e renda no estado.
Jerônimo ressaltou ainda o impacto das obras públicas na economia. Ele citou a construção de hospitais e escolas como atividades que geram empregos durante a execução das obras e também após a entrega das unidades.
“Cada hospital construído. Se você falar assim: entregamos 15 hospitais, você imagina a quantidade de empregos gerados naquela obra.”
O petista destacou que, depois de inaugurados, os equipamentos públicos também passam a demandar trabalhadores para seu funcionamento.
“Depois o hospital passa a funcionar. Tem um hospital que tem mil e quinhentas, duas mil pessoas. Imagina a quantidade de empregos gerados depois da escola, depois do hospital entregue.”
O mesmo raciocínio, segundo o governador, se aplica às novas escolas construídas pelo Estado.
“Uma escola desse porte precisa de mais trabalhadores. Então tem os empregos públicos.”
Educação profissional e infraestrutura
Jerônimo também relacionou a geração de emprego à qualificação profissional. Segundo ele, a expansão dos investimentos precisa ser acompanhada pela capacitação da mão de obra para atender às novas oportunidades.
O governador citou ainda obras de infraestrutura, como estradas, sistemas de abastecimento de água e expansão do fornecimento de energia, como setores capazes de movimentar a economia e gerar oportunidades de trabalho.
“É preciso ter educação profissional, capacitação de mão de obra, investimento em, por exemplo, estradas, rodagem para povoados, para distritos, a própria ampliação de água, o fornecimento de energia.”
Para Jerônimo, o conjunto de investimentos faz parte de uma estratégia para ampliar as oportunidades econômicas no estado.
“Nós estamos montando um arcabouço que valoriza muito essa possibilidade de geração de emprego e renda.”
Crítica ao discurso sobre segurança e turismo
Ainda durante a resposta, Jerônimo fez uma segunda crítica ao grupo político adversário ao citar uma declaração recente sobre a segurança pública em Salvador.
O governador afirmou que uma pessoa ligada ao grupo de oposição teria dito que a capital baiana seria “um local de guerra” e argumentou que esse tipo de discurso poderia prejudicar o turismo, apontado por ele como uma importante fonte de renda para o estado.
“Essa semana disse que Salvador é um local de guerra e por isso expulsa turismo, que é uma grande fonte de renda nossa.”