O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou, nesta quinta-feira (20), que pretende ampliar o apoio do governo estadual aos municípios para fortalecer a rede de saúde e reduzir o tempo de espera por atendimento na Bahia. Em entrevista a uma emissora de rádio, ele citou a construção de hospitais municipais, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) como parte da estratégia.
Jerônimo destacou investimentos em diferentes regiões do estado e citou os municípios de Maracás e Gandu como exemplos de cidades que estão recebendo apoio para a implantação de hospitais municipais.
“E não estou botando culpa em prefeito. Nós estamos fazendo hospital municipal em Maracás, um hospital municipal em Gandu, um hospital municipal nas regiões mais distantes. Quando não é hospital, é UBS, é UPA”, afirmou.
O governador disse que pretende manter essa política em um eventual novo mandato. Segundo ele, o fortalecimento da estrutura municipal é fundamental para aproximar o atendimento da população e diminuir a pressão sobre a regulação estadual.
“Eu vou continuar ajudando os prefeitos a fazerem UBS, UPA e hospital municipal. Para a gente poder reduzir o tempo de espera”, declarou.
Jerônimo também apresentou dados sobre a regulação estadual. Segundo o governador, 80% dos pacientes que entram no sistema de regulação conseguem atendimento em até 24 horas.
“Hoje, 80% das pessoas que entram numa regulação é atendido em 24 horas. 80%”, afirmou.
Na entrevista, Jerônimo também comentou uma declaração atribuída ao prefeito de Feira de Santana sobre a existência de centenas de pacientes aguardando atendimento na fila da regulação. Sem citar o número como um dado confirmado, o governador afirmou que o Estado aguarda a comprovação da informação.
“Nós estamos aguardando ele provar. Pedimos ao Ministério Público que ele pudesse demonstrar isso, porque é uma acusação grave”, disse.
Jerônimo afirmou ainda que, independentemente do tamanho da fila, a existência de qualquer paciente aguardando atendimento continua sendo motivo de preocupação para o governo.
“Eu não estou disputando o número, se é 700, 200, 100 ou 1. Para mim é a mesma coisa. Nós reduzimos agora indicadores de morte violenta. Reduzimos. Mas se tiver uma morte violenta, ainda me machuca”, afirmou.