O senador Jaques Wagner (PT) rebateu, nesta sexta-feira (24), críticas envolvendo a venda de um terreno de sua propriedade e classificou as acusações como uma tentativa de desgastá-lo em meio ao período pré-eleitoral. Durante entrevista à Rádio Indaiá FM, o parlamentar afirmou que a negociação foi concluída ainda em 2025, com contrato registrado, pagamento de impostos e escritura formalizada.
Segundo Wagner, não houve qualquer tentativa recente de comercialização do imóvel, como teria sido divulgado.
“Eu vendi esse terreno, recebi a entrada em maio de 2025, está tudo registrado e paguei imposto em 2025. É uma palhaçada dizer que eu tentei vender o terreno. Não tentei nada. O terreno já estava vendido, tem promessa de compra e venda e tem escritura.”
O senador atribuiu a repercussão do caso ao momento político e ao fato de integrar a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Como o meu nome, infelizmente ou felizmente, é doce e essa base de apoio ao presidente Lula é muito forte, aparecem essas histórias em ano eleitoral.”
Durante a entrevista, Wagner fez uma comparação com episódios ocorridos em eleições anteriores e afirmou que também foi alvo de acusações relacionadas à construção da Arena Fonte Nova.
“Em 2018 inventaram também que tinha superfaturamento da Fonte Nova. Fizeram aquele estardalhaço e hoje estou com minha cabeça livre, leve e solta. Estou absolutamente tranquilo.”
O parlamentar ressaltou que seu patrimônio sempre foi de conhecimento público durante os oito anos em que governou a Bahia.
“Fui governador por oito anos. Todo mundo conhece a Bahia. Se eu tivesse fazenda ou patrimônio escondido, todo mundo saberia. Estou muito à vontade.”
Wagner também afirmou que sua prioridade neste momento é a campanha eleitoral do grupo político do qual faz parte.
“Estou preocupado com a campanha de Lula, de Jerônimo, a minha, a de Rui e dos nossos deputados federais.”
Ao comentar a área negociada, o senador disse que parte do terreno foi utilizada para uma obra pública sem que houvesse pedido de indenização.
“Talvez tenha sido a única obra feita na Bahia em que não houve pagamento de desapropriação. A estrada passou pelo traçado escolhido pelos engenheiros, cortou um pedaço do terreno e eu não cobrei nenhuma desapropriação.”
Por fim, Wagner voltou a afirmar que toda a documentação da venda está regularizada.
“O depósito está na minha conta, o DARF da Receita Federal foi pago sobre a entrada que recebi em 2025. É só ver a palhaçada que alguns tentam fazer em ano eleitoral.”