Isabela Suarez critica falta de diálogo com empresários e alerta para impacto de medidas sobre preços

Foto: Divulgação
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A presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, criticou a condução das discussões envolvendo medidas com impacto sobre o setor produtivo e afirmou que as reivindicações apresentadas pelas entidades empresariais não teriam sido consideradas durante o processo de debate.

Em entrevista ao PNotícias, nesta sexta-feira (24), Suarez afirmou que representantes de diferentes segmentos empresariais, incluindo comércio e indústria, tiveram suas posições ignoradas nas discussões. Segundo ela, embora tenha havido diálogo com setores da sociedade, as pautas apresentadas pelas representações empresariais não teriam sido incorporadas ao debate.

“As discussões aconteceram apenas com o segmento da sociedade. A voz do empresariado foi absolutamente ignorada”, declarou.

Suarez também alertou para os possíveis efeitos econômicos de medidas que aumentem os custos para empresas, especialmente micro e pequenos negócios. Na avaliação dela, caso o empresário não consiga absorver os novos custos, parte da despesa poderá ser repassada ao consumidor por meio do aumento dos preços.

“Na medida em que você onera o empresário e que ele não pode absorver esse custo, esse custo será repassado para o consumidor. Então, automaticamente, existirá aí um aumento significativo nos preços”, afirmou.

A dirigente defendeu maior transparência nas discussões e cobrou um debate mais amplo sobre os impactos das medidas para empresários e consumidores. Para ela, é necessário que o Congresso Nacional considere as demandas apresentadas pelas entidades representativas do setor produtivo.

Suarez citou ainda uma recente sinalização do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de que haveria disposição para ampliar a discussão sobre o tema. Segundo ela, o compromisso não representa necessariamente a retirada ou rejeição da medida, mas abre espaço para que as reivindicações do empresariado sejam analisadas.

“Não significa que ela não será aprovada, mas que as pautas postas pela classe empresarial serão consideradas”, afirmou.

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