O deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) fez uma análise pragmática sobre o impacto político e eleitoral que o debate em torno do fim da jornada de trabalho na escala 6x1 deve exercer sobre os parlamentares no Congresso Nacional. Em entrevista à imprensa baiana nesta quarta-feira (20), em Brasília, o deputado reconheceu a forte pressão popular e defendeu que o tema seja apreciado apenas após o período eleitoral para evitar distorções no processo.
"O empresariado quer ser ouvido... Olha, eu sou empresário, estou na política, mas tenho dito o seguinte: o deputado ou o senador que votar contra essa matéria vai ter grandes problemas eleitorais. Sou claro e objetivo, não vou esconder isso", ponderou o parlamentar, evidenciando o dilema enfrentado pelo legislativo entre as demandas do setor produtivo e o apelo popular da pauta.
Bacelar apontou que o cenário para aprovação do projeto é altamente favorável caso o Governo Federal e as lideranças das Casas decidam acelerar a tramitação antes que a população vá às urnas. Para ele, o fator das eleições exerce um peso decisivo no posicionamento dos congressistas.
"O governo está jogando duro. E se pautar a matéria antes da eleição, ela tem grande chance de ser aprovada aqui na Câmara e no Senado, em virtude do processo eleitoral", avaliou. Diante desse panorama de forte contaminação política, o deputado do PL baiano sugeriu cautela e defendeu uma mudança no cronograma de votação. "O que é que eu sou favorável? De discutir essa matéria depois das eleições. Então, essa é a minha posição", concluiu João Carlos Bacelar.