O deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) analisou as movimentações de bastidores e as composições estratégicas para a sucessão estadual. Em declaração à imprensa baiana nesta quarta-feira (20), na Câmara dos Deputados, em Brasília, o parlamentar minimizou o peso eleitoral do governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, no tabuleiro político baiano.
Ao ser provocado sobre a engenharia política que envolve o palanque da oposição no estado — onde lideranças ligadas ao ex-ministro João Roma e ao deputado federal Capitão Alden (PL) defendem o alinhamento com Flávio Bolsonaro (PL), enquanto o ex-prefeito ACM Neto (União) mantém proximidade com a postulação de Caiado —, Bacelar foi curto e direto na avaliação sobre o potencial do goiano em solo baiano.
"Caiado tem traço", disparou o congressista do PL, recorrendo ao jargão político para apontar que o presidenciável do PSD pontua perto de zero nas pesquisas de intenção de voto no estado, possuindo pouca capacidade de transferir capital político ou de interferir de forma decisiva na polarização local.
Para Bacelar, que afirma estar monitorando de perto o sentimento do eleitorado no interior baiano por meio de levantamentos frequentes, a insistência em caminhos alternativos ignora a realidade prática das urnas, que tendem a reproduzir o embate direto entre o PT e o bolsonarismo.
"Não tem outra saída. A eleição estadual é calçada na eleição nacional. A gente vê isso no interior. Estou fazendo pesquisa onde eu vou. Estou rodando oito, dez municípios a cada semana. Então essa é a sensibilidade nossa que nós temos na ponta", concluiu João Carlos Bacelar.