O novo afundamento registrado em um trecho da BR-324, nas proximidades do antigo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), voltou a provocar troca de críticas entre o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e o governo estadual. Nesta sexta-feira (10), o gestor atribuiu o problema à condução da rodovia após a saída da concessionária ViaBahia e responsabilizou as gestões do PT pela situação.
O problema foi identificado inicialmente na última terça-feira (7), no km 604 da BR-324. Dois dias depois, na quinta-feira (9), o local voltou a apresentar afundamento, desta vez atingindo também parte do concreto do canteiro central da rodovia.
Ao comentar o caso durante entrevista coletiva na entrega da primeira etapa de uma obra de contenção de encosta na Vila Solidária Mar Azul, no bairro de Tubarão, Bruno Reis afirmou que o episódio evidencia, segundo ele, falhas de planejamento e de gestão por parte do Governo da Bahia.
"Mais uma comprovação da incompetência do governo do PT, que demorou não sei quantos anos para resolver o problema da retirada da Via Bahia e, quando retirou, não veio com a solução definitiva. Quando assumiu a operação própria, eles não têm braço", declarou o prefeito.
Bruno Reis também afirmou que a Prefeitura de Salvador assumiu despesas relacionadas à iluminação da entrada da capital e criticou as condições de conservação da BR-324 e das vias marginais que dão acesso a bairros da cidade.
"Para vocês terem ideia, foram pedir para a prefeitura assumir a iluminação da entrada toda. Nós estamos pagando a iluminação, mantendo a iluminação, e eles mal sequer conseguem tapar os buracos da BR-324 daqui da Estrada do Derba, que vocês vieram para cá e viram o estado como está", afirmou.
Na sequência, o prefeito ampliou as críticas à gestão estadual e mencionou problemas nas vias de acesso aos bairros de Valéria e Palestina.
"Das vias marginais que dão acesso a Valéria, Palestina. Tudo esburacado, o mato já tomando conta e, agora, o asfalto cedendo e eles sem contratos, eles sem condições de dar solução ao problema. Isso é o quê? Má gestão, incompetência, falta de capacidade administrativa", concluiu.