O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou, nesta quinta-feira (20), durante sabatina do jornal A Tarde, que pretende criar uma Secretaria de Parcerias e Investimentos para ampliar a participação da iniciativa privada na solução de gargalos de infraestrutura do estado.
Segundo ACM Neto, a nova estrutura teria como principal objetivo buscar investimentos privados para acelerar projetos em áreas como rodovias, aeroportos, portos e logística.
“O propósito dessa secretaria é o de exclusivamente buscar investimentos para resolver gargalos que nós temos em nosso estado.”
O candidato também defendeu uma separação entre as agências reguladoras e as estruturas políticas do governo. Na avaliação apresentada durante a entrevista, os órgãos precisam ter autonomia e quadros técnicos suficientes para fiscalizar e regular os serviços.
“A primeira coisa é separar essa questão das agências que não estarão subordinadas hierarquicamente a secretarias de Estado.”
ACM Neto afirmou ainda que pretende evitar que as agências sejam utilizadas como espaço de indicações partidárias.
“Muitas agências são colocadas ali no tabuleiro das negociações políticas e das indicações partidárias, o que conosco não vai acontecer.”
Na área de infraestrutura, o candidato citou a possibilidade de concessões de rodovias e aeroportos como mecanismos para ampliar investimentos e acelerar soluções. Ele defendeu, por exemplo, uma maior integração entre os aeroportos baianos e mencionou a possibilidade de implantação de um aeroporto no litoral norte.
“É possível, inclusive, a gente pensar aeroporto no litoral norte do estado, para aumentar a atividade econômica daquela região.”
O candidato também citou os aeroportos de Valença, Ilhéus e Porto Seguro como estruturas que poderiam receber investimentos por meio de parcerias e concessões.
Além dos aeroportos, ACM Neto afirmou que pretende avaliar concessões para portos e outros projetos de logística, com o objetivo de ampliar a capacidade de investimento disponível para o estado.
A proposta, segundo ele, não substituiria as atribuições da Secretaria de Indústria e Comércio. O órgão continuaria responsável pela política industrial e econômica, pela atração de investimentos e pela construção de um ambiente favorável aos negócios.
“A Secretaria de Parcerias e Investimentos […] vai ajudar a ampliar os recursos disponíveis para resolver problemas que o privado pode ajudar o público, trazendo soluções mais rápidas e eficazes.”