O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso (PSB), comentou nesta terça-feira (28) a crescente adesão de prefeitos que integravam a oposição — muitos deles ligados a ACM Neto — à base de apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Segundo Cardoso, esse fluxo migratório não é um fenômeno recente, mas um processo de consolidação que prioriza os interesses da população na ponta.
"Esse movimento já começou há mais de três anos. O prefeito sente que o município vizinho está se desenvolvendo e a população começa a cobrá-lo. No fim, ele se alia ao governo não apenas pelo benefício político, mas para poder atender ao que o município quer", avaliou Wilson Cardoso durante o Encontro Estadual do Projeto Município Seguro, em Salvador.
O papel do "povo" na decisão
Para o presidente da UPB, a mudança de campo político muitas vezes reflete uma pressão direta dos eleitores que desejam ver obras e recursos estaduais chegando às suas cidades. Wilson destacou que gestores que ignoram esses sinais populares tendem a perder força política.
"Feliz daquele prefeito que ouve o povo. Quando o povo manda, ele tem que seguir. Essa decisão de se aliar é para melhorar o município, garantir mais recursos e melhores condições de vida", afirmou o líder municipalista, que é também prefeito de Andaraí.