Durante a sessão ordinária realizada na Câmara Municipal de Salvador (CMS) nesta quarta-feira (12), o líder da bancada de oposição, vereador Randerson Leal (Podemos), expressou forte indignação diante da alteração da Ordem do Dia e da retirada de pauta dos projetos de lei de autoria dos parlamentares. O oposicionista afirmou que a votação havia sido pactuada no Colégio de Líderes no início da semana.
"Nós registramos aqui, de forma lamentável, o ocorrido nessa tarde na Câmara Municipal. Eu ouvi um tempo que o combinado não sai caro. Nós sentamos, nos reunimos na última segunda-feira no plenário da Casa, numa reunião do Colégio de Líderes, e foi definido que hoje, quarta-feira, dia 12, iríamos apreciar e votar os projetos de lei dos vereadores", afirmou Randerson Leal.
O parlamentar detalhou que a ata publicada na terça-feira continha os projetos acordados, mas foi substituída de forma repentina por uma nova pauta restrita a moções e requerimentos.
"Sem nenhum tipo de justificativa, a bancada de oposição não foi comunicada o motivo do porquê foram retirados os projetos de lei. A gente combina algo e de repente eles fazem de uma maneira ou de outra. De repente, a gente vai ter que parafrasear o ex-presidente desta Casa, o vereador Geraldo Júnior, que dizia que as 'forças ocultas' trabalhavam nesta Câmara. E aí eu pergunto: será que as forças ocultas voltaram a pairar na Câmara Municipal?", disparou o líder oposicionista.
Defesa do Kiss and Fly no Aeroporto e fim de guaritas em hospitais
Randerson Leal cobrou a apreciação imediata de propostas voltadas à mobilidade urbana e ao acesso do cidadão a serviços essenciais na capital, como o projeto Kiss and Fly (área de embarque e desembarque livre no Aeroporto de Salvador) e a proibição de guaritas e cobranças em emergências hospitalares.
"Se o Poder Executivo não quer sancionar o projeto, o problema é dele, mas a Câmara tem que fazer o seu papel. O projeto já está apto, já passou pelas comissões para ser votado em plenário. Nós precisamos votar esse projeto para acabar de uma vez por todas com aquela guarita que impede o acesso da população à área de embarque e desembarque de Salvador. A empresa privada não tem o poder de construir guaritas na entrada do aeroporto", defendeu o vereador.
Ao concluir o pronunciamento, o líder da oposição estendeu a crítica aos obstáculos impostos na entrada de Unidades de Pronto Atendimento e hospitais da capital baiana.
"Bem como o projeto de minha autoria, que retira a guarita da área de emergência e urgência de hospital. Quem vai ao hospital não vai passear: vai socorrer um amigo, um parente, um vizinho. Temos que acabar com essa questão de guaritas e pagamento de estacionamento. É um absurdo o que tem acontecido ali no Aeroporto de Salvador", finalizou Randerson Leal.