O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), aproveitou sua entrevista ao programa "Boa Tarde, Bahia", da Band TV, nesta quarta-feira (6), para desmentir os rumores de conflito com o senador Jaques Wagner (PT). Rui enfatizou que a relação entre os dois ultrapassa as quatro décadas e atribuiu as narrativas de briga a uma estratégia da oposição para compensar a falta de propostas.
O petista destacou que a dinâmica do grupo governista na Bahia é pautada pelo diálogo e pela liberdade de opinião, diferenciando-se, segundo ele, do modelo de liderança adotado pelos adversários políticos.
"Minha relação com o Wagner é muito boa, são mais de 40 anos. Eu sou grato a ele pela amizade e pela indicação em 2014. Isso [as intrigas] é muito estimulado pela oposição. Do lado de lá tem um chefe e ninguém ousa ter opinião diferente. Do lado de cá, nós não temos um chefe. Muitas vezes o Wagner pensa de um jeito e eu, de outro. Quando temos diferenças, a gente conversa. Às vezes chega a um entendimento, às vezes não", explicou Rui.
Para o ex-ministro, essa pluralidade de ideias é "amplamente democrática e salutar", permitindo que o grupo político tome decisões sem uma hierarquia rígida. Ele reforçou que ambos estarão juntos na campanha e já definiu qual será o tom do embate eleitoral para as vagas no Senado.
"Nós vamos fazer campanha juntos. Já adianto que a marca será 'os senadores de Lula'. Vai ser um debate facilitado. No caso dos senadores do lado de lá, eles já tiveram coragem de se assumir como ligados ao ex-presidente [Bolsonaro], diferente do candidato a governador, que parece que vai tentar a tática do 'tanto faz'. O debate vai ficar mais transparente para a população", disparou.