Rui Costa destaca equilíbrio das contas do governo estadual e lembra perseguição de Bolsonaro à Bahia

Foto: Divulgação
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"A Bahia é um dos estados menos endividados do Brasil", disparou o candidato ao Senado pelo PT da Bahia, Rui Costa, durante entrevista à Rádio BandNews FM, nesta quarta-feira (26). Na sabatina conduzida pelos jornalistas Victor Pinto e Luiz Filipe Veloso, o ex-ministro da Casa Civil do Governo Lula relembrou sua contribuição, ainda enquanto governador da Bahia, para manter as contas equilibradas, apesar dos desafios econômicos e sociais ocasionados pela pandemia da Covid-19 e pela dificuldades impostas pelas gestões dos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro.

“Eu levei oito anos sem conseguir tomar crédito. Só consegui tomar um do Banco do Brasil e mesmo assim por ordem do STF, porque, o então presidente [Bolsonaro] tinha decidido e deu ordem à direção ao banco de não pagar, mesmo o contrato estando assinado”, contou, reforçando que não teve nenhum tipo de ajuda do Governo Federal ou do Senado nesse sentido. “ O vento nunca soprou a favor, eles faziam de tudo para prejudicar a Bahia, nem empréstimos aprovaram”, lembrou. Apesar do cenário enfrentado à época, Rui afirma que garantiu o equilíbrio das contas e defendeu a escolha do voto no Time de Lula para que os avanços econômicos continuem na Bahia e no Brasil.

Rui, que é economista, falou sobre o equilíbrio das contas e a capacidade da Bahia em cumprir com seus compromissos e criticou o uso do tema politicamente pela oposição. "Há muita retórica e, eu diria, peças de campanha eleitoral em torno desses empréstimos que a Bahia toma", opinou Rui Costa, que governou o estado entre 2015 e 2022. Segundo ele, o indicador utilizado para medir o nível de endividamento de cada estado mostra uma situação fiscal mais favorável na Bahia em comparação com estados mais ricos como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Rui Costa também destacou que, ao deixar a gestão do governo estadual, a Bahia apresentava uma relação de 0,4 entre a dívida e a receita corrente, enquanto o teto considerado para o indicador é de 2. Na avaliação do candidato, que faz casadinha com Jaques Wagner na disputa por duas vagas ao Senado com números 133 e 130, respectivamente, a situação permite que hoje o estado tenha margem para contratar operações de crédito e realizar investimentos.

Ele também elogiou a atuação do atual governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues à frente das operações de crédito para garantir investimentos para todo o estado.

Para Rui Costa, a análise sobre a capacidade de endividamento deve considerar não apenas o volume da dívida, mas também a capacidade de pagamento de cada estado. “A Bahia tem capacidade de pagamento”, continuou.

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