O ex-ministro da Cidadania e presidente do PL na Bahia, João Roma, criticou o PT após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pelo Senado, na terça-feira (3), sem a inclusão da redução da maioridade penal. Defensor da mudança, o dirigente afirmou que o partido deixou de avançar em uma discussão que considera importante para o enfrentamento da criminalidade.
Em declaração, Roma acusou o PT de não atender a uma demanda da população brasileira e defendeu a redução da maioridade penal como medida para combater a impunidade e o aliciamento de jovens pelo crime organizado.
"Mais uma vez, o PT vira as costas para uma demanda da população brasileira. A redução da maioridade penal é uma medida que defendo e considero fundamental para enfrentarmos a criminalidade, combatermos a sensação de impunidade e protegermos nossos jovens do aliciamento do crime organizado", declarou.
A proposta foi aprovada pelo Senado, enquanto as emendas relacionadas à redução da maioridade penal foram desmembradas para tramitação e discussão em separado. Diante disso, Roma também questionou a postura do PT no debate sobre segurança pública e apontou uma diferença entre o discurso eleitoral da sigla e sua atuação no Congresso.
"O que vimos foi mais uma demonstração de que, para o PT, a segurança pública ganha prioridade no discurso quando há uma eleição pela frente. Na hora de enfrentar temas difíceis e tomar decisões concretas, prevalecem as conveniências políticas", afirmou.
O dirigente ainda cobrou que o Congresso Nacional avance na discussão sobre a mudança na maioridade penal e defendeu que o tema não seja novamente adiado.
"A segurança pública não pode ser tratada como instrumento de marketing eleitoral. É uma questão de Estado, que exige coragem, responsabilidade e compromisso com a vida dos brasileiros. A redução da maioridade penal continuará em discussão no Congresso, e espero que o tema não seja novamente empurrado para depois. A população quer segurança, não promessas que acabam junto com a eleição", concluiu.