Parceria estratégica busca autonomia tecnológica e encomendas para a indústria de defesa

Foto: Divulgação
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A Força Aérea Brasileira e o Senai Cimatec detalharam nesta sexta-feira (12) o modelo de governança do Parque Industrial Tecnológico Aeroespacial da Bahia (Pitaba) para garantir a independência tecnológica do país. O plano prevê o uso de compensações comerciais (offset) e parcerias com o setor privado para que os novos equipamentos militares nasçam e sejam desenvolvidos dentro do território nacional.

Como parte prática dessa estratégia, o evento em Salvador validou discussões sobre uma chamada pública de encomenda tecnológica de equipamentos, que já havia sido apresentada à Base Industrial de Defesa (BID) em São José dos Campos. Esse mecanismo visa criar uma demanda inicial garantida pelo governo, estimulando as empresas nacionais a investirem em pesquisa aplicada e inovação disruptiva.

"Desde a sua origem, a Força Aérea Brasileira foi forjada pela necessidade de dominar tecnologias e não apenas operá-las. O nosso intuito é que essas tecnologias e essas capacidades nasçam dentro do nosso país para que nós possamos dominá-las. A modernização não se limita a equipamentos, envolve governança, parceria e cultura inovadora", defendeu o Major-Brigadeiro do Ar, Fábio Luís Morau.

O ecossistema conta também com a colaboração do Inova USP, reforçando a sinergia entre diferentes institutos de pesquisa e o setor produtivo. Com a assinatura de novos acordos de cooperação técnica nesta sexta-feira, os coordenadores do parque esperam expandir a conectividade da rede e gerar resultados concretos para o progresso econômico e social do Brasil.

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