O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), apresentou suas diretrizes para a área de segurança pública e combate à criminalidade durante sabatina realizada pela TV Aratu nesta terça-feira (1º). O chefe do Executivo rechaçou discursos radicais sobre o combate ao crime, defendeu a atuação das forças policiais integrada aos direitos humanos e detalhou os investimentos em tecnologia, novos concursos e projetos sociais.
Ao ser questionado sobre diretrizes de atuação policial, o candidato fez questão de marcar posição conceitual sobre o papel do Estado na punição de criminosos.
"A primeira coisa é que tenho certeza de que o que foi dito em São Paulo há um tempo, de que 'bandido bom é bandido morto', eu não concordo. Para mim, bandido bom é bandido preso, entregue à Justiça para ser acompanhado, levado para o presídio, julgado e socializado. Eu não tenho direito algum, como cidadão ou como governador, de tratar dessa forma", declarou Jerônimo.
Investimento em tecnologia, efetivo e reconhecimento facial
O gestor detalhou as entregas e contratações realizadas ao longo do seu mandato, destacando que a modernização das corporações e a inteligência policial têm sido determinantes para a apreensão de suspeitos e foragidos no estado.
"Tenho feito a minha parte, colocado orçamento. Em três anos e meio, chamei 11 mil profissionais e entregamos 6 mil viaturas, delegacias, pelotões e inteligência. Em oito meses deste ano, com o uso de câmeras de reconhecimento facial, já apreendemos quase duas mil pessoas. Essas pessoas foram retiradas do convívio e da ameaça de qualquer tipo de assalto", pontuou o governador.
Jerônimo também ressaltou a necessidade de o Congresso Nacional aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública para criar um sistema único nacional, além de cobrar reforço na fiscalização das fronteiras federais.
"A Bahia não é um estado de pessoas violentas, e não temos aqui indústria de armas ou de drogas. Esse material passa pela fronteira, vem de algum lugar, da mesma forma que os criminosos. Temos que ter muita inteligência para atacar o andar de cima, que é quem coordena. As nossas comunidades não são violentas, elas são violentadas por falta ou ausência de serviço público", avaliou.
Educação em tempo integral e prevenção ao crime
Ao projetar propostas para um eventual segundo mandato, o candidato enfatizou que o combate ao crime organizado exige ações preventivas na educação e suporte aos municípios para a ampliação de creches e infraestrutura comunitária.
"Além dessa parte de polícia, na qual vou continuar investindo, está no meu programa de governo a universalização da escola em tempo integral, tanto na rede estadual quanto estimulando e apoiando a rede municipal, para garantir que essas crianças não fiquem presas fáceis ao crime organizado. Não abro mão de ter uma polícia com braço forte, mas respeitando os direitos humanos", finalizou Jerônimo.