Em entrevista, ex-governador defende que nova etapa do desenvolvimento brasileiro deve ampliar perspectivas para os jovens por meio da educação, inovação e geração de empregos qualificados
Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil deve direcionar seus próximos passos para uma agenda de modernização econômica capaz de ampliar as oportunidades para a juventude. Essa é a avaliação do ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, que concedeu entrevista à Rádio Popular FM, de Salvador, na manhã desta quinta-feira (30).
Ao abordar os desafios do país, Rui defendeu investimentos em pesquisa, tecnologia e inovação como caminho para impulsionar o desenvolvimento e criar empregos de maior qualificação. "O Brasil precisa se projetar para disputar os melhores lugares no planeta. E como vai fazer isso? Investir em modernização, investir fortemente em pesquisa, fortemente em tecnologia, em formação de engenharia", afirmou.
Durante a entrevista, Rui avaliou que o país vive um momento de transição após um período em que, segundo ele, foi necessário reconstruir políticas públicas essenciais e retomar investimentos em áreas essenciais, nas áreas da educação, saúde, habitação e infraestrutura. Na avaliação do ex-governador, essa base permite projetar uma nova etapa de crescimento voltada ao aumento da competitividade do Brasil e à criação de oportunidades para as novas gerações.
Ao tratar da juventude, Rui afirmou que o país precisa oferecer perspectivas concretas de futuro, estimulando a formação técnica e superior em áreas ligadas à inovação e ao desenvolvimento econômico. "Eu acho que é isso que a gente precisa dizer para a juventude: você vai ter oportunidade. O país vai lhe dar oportunidade", declarou.
Como exemplo, o ex-governador da Bahia citou a retomada da indústria naval brasileira com a volta do presidente Lula e defendeu políticas voltadas à ampliação da formação de engenheiros, profissionais de tecnologia e trabalhadores especializados. Segundo ele, o objetivo é fazer com que o Brasil deixe de ser apenas exportador de matérias-primas e avance na produção de conhecimento, inovação e tecnologia, criando um ambiente favorável para que os jovens construam suas carreiras no próprio país.