"Isso já é o prenúncio de uma derrota", dispara Coronel ao avaliar pesquisa em que Jerônimo aparece atrás de ACM Neto

Foto: Divulgação
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O senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos), que atualmente integra a oposição ao governo da Bahia, avaliou nesta quinta-feira (30) que o desempenho do governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas pesquisas eleitorais aponta para um cenário desafiador na disputa pela reeleição em 2026.

Coronel comparou o momento atual com as campanhas de reeleição dos ex-governadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT), que, segundo ele, apresentavam vantagem nas pesquisas durante seus respectivos segundos mandatos.

Ao relembrar a eleição de 2006, o senador destacou a vitória de Wagner sobre Paulo Souto, então governador e favorito nas pesquisas.

"Wagner ganhou a primeira eleição, que todos consideraram que era uma zebra. Ninguém achava que Wagner ia ganhar eleição contra Paulo Souto, que tinha 60% das pesquisas. Na hora H, o povo resolveu virar e fez Wagner governador", afirmou ele em entrevista à rádio Brado.

Coronel também citou a trajetória eleitoral de Rui Costa. Segundo o senador, o atual ministro da Casa Civil enfrentou dificuldades no início da primeira disputa, mas chegou à reeleição em uma posição mais confortável.

"Já no segundo mandato de Wagner ele estava disparado. Aí veio Rui, primeiro mandato lá embaixo. Ninguém falava em Rui Costa. Aí o que aconteceu? Virou. Rui ganhou a eleição. Já no segundo mandato, ele como governador, ele disparou, quase 70%", disse.

Na avaliação do senador, o desempenho de Jerônimo nas pesquisas representa uma situação diferente em relação aos antecessores petistas.

"No caso de Jerônimo, é o contrário. Jerônimo saiu no primeiro mandato dele praticamente do zero, foi 3%, 4%, um índice bem aquém do que achavam que o governo do PT ia transferir para ele. Já no segundo mandato, se a gente fosse usar a mesma métrica de quem está no poder, era para ele estar hoje com 10, 15 pontos na frente. Está ao contrário", afirmou.

Coronel disse ainda que, em sua avaliação, os números podem indicar um movimento de alternância no comando do governo estadual. O senador ressaltou que a análise não representa uma avaliação pessoal sobre Jerônimo, mas uma leitura do cenário eleitoral.

"Isso já é o prenúncio de uma derrota, na minha ótica. Eu acho que não é desmerecer a figura do governador Jerônimo, nem ninguém, mas eu acho que o povo da Bahia quer uma mudança natural", declarou.

Ao falar sobre alternância política, Coronel citou as mudanças ocorridas no governo estadual em 1986, com a eleição de Waldir Pires, e em 2006, com a vitória de Jaques Wagner.

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