“O perdão liberta, mas politicamente tínhamos que tomar um rumo definitivo”, afirma Otto Alencar sobre saída de Angelo Coronel

Foto: Divulgação
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O senador Otto Alencar (PSD) voltou a abordar os bastidores da movimentação política no cenário baiano e explicou as razões institucionais e partidárias que levaram ao distanciamento do senador Angelo Coronel em relação ao grupo governista. Em entrevista concedida ao apresentador Mário Kertész na Rádio Metrópole, o dirigente do PSD-BA destacou que a direção estadual da legenda buscou preservar o espaço do parlamentar na chapa majoritária ao Senado, mas que as posições assumidas por Coronel ao longo do mandato inviabilizaram a composição.

Segundo o presidente estadual da sigla, a articulação inicial ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do ex-ministro Rui Costa (PT) visava à manutenção do nome de Coronel, reeditando a aliança vitoriosa em pleitos anteriores.

“Eu tentei, de todas as formas, que o PSD se mantivesse na chapa majoritária para o Senado com o Angelo Coronel. Nunca tomei iniciativa de mexer na vice de ninguém; meu pleito com Jerônimo e com Rui era manter Coronel onde estava. Mas ele também não fez caminho para isso. Em 2018, ele se elegeu senador com o meu apoio, com o apoio de Wagner e de Rui Costa, vestindo a camisa de Lula. Quando chegou ao Senado Federal, ele se aproximou e virou aliado de Jair Bolsonaro. Eu não fiz esse caminho; eu fui oposição firme a Bolsonaro durante os quatro anos, inclusive enfrentando perseguições na CPI da Covid”, explicou Otto Alencar.

Inviabilidade de candidatura avulsa e estratégia proporcional

O líder pessedista também rebatia a tese aventada por setores aliados de lançar uma candidatura avulsa de Coronel ao Senado pelo partido, sem vinculação direta à coligação majoritária. Otto argumentou que o movimento comprometeria o desempenho e a nominata de candidatos da legenda às vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

“Não existia a menor condição de lançar uma candidatura isolada ao Senado sem aliança na chapa majoritária. Isso prejudicaria gravemente nossa chapa proporcional, onde temos a expectativa de eleger até sete deputados federais e 11 estaduais. Coronel fez o caminho dele: já declarou apoio a Flávio Bolsonaro e está na aliança com a oposição. Eu não guardo ódio, porque o ódio escraviza e o perdão liberta, mas politicamente tínhamos que tomar um rumo definitivo”, concluiu Otto Alencar.

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