O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou, nesta quinta-feira (10), que renunciaria à candidatura, caso sejam comprovadas as acusações que o relacionam ao caso Banco Master. A declaração do postulante a governador ocorreu durante sabatina na Rádio Baiana FM, ao ser questionado se deixaria a disputa diante da confirmação das denúncias.
“Claro! Na hora, meu irmão. Na hora. Na hora”, respondeu ACM Neto.
Durante a declaração, o candidato também questionou a origem das informações que fazem menções a ele no caso. Segundo ACM Neto, foram divulgados documentos cuja procedência, de acordo com ele, não é conhecida. “Mas a gente está vendo relatório apócrifo da Polícia Federal. Relatório apócrifo. Com menções que politicamente interessam a quem está no governo e prejudicam a quem está na oposição”, declarou.
ACM Neto também afirmou que circula um documento sem origem conhecida e questionou a autenticidade do material. “Depois a gente vê esse documento que não tem origem conhecida, que ninguém sabe se ele sequer é verdadeiro. Foi trabalhado hoje por um site nacional que você citou aí”, disse.
“Agora, sem nenhuma fundamentação, gente. E nós estamos a 24 dias da eleição. Isso é uma coisa inacreditável”, criticou Neto ao falar sobre o vazamento das informações antes do primeiro turno das eleições.
Questionado se o episódio poderia estar relacionado a uma disputa envolvendo o Supremo Tribunal Federal, ACM Neto disse não saber a origem da situação e afirmou que não queria fazer uma avaliação sobre os envolvidos. “Aí eu não sei, não quero qualificar ninguém”, declarou.
Ao comentar o episódio, ACM Neto afirmou ter experiência em disputas eleitorais e disse que já acompanha eleições há anos. “Eu já tenho muita experiência, já estou calejado, já disputo eleição desde 2002, há 24 anos. Acompanhei isso tudo desde cedo na minha vida, por conta de ser de uma família política”, afirmou.
Ao final, o candidato classificou a divulgação das informações como uma tentativa de prejudicar sua candidatura e afirmou que o episódio configuraria crime eleitoral.
“Então a gente já sabe que na eleição há esse tipo de coisa. Mas o que existe aí? É um crime eleitoral. Tentando prejudicar uma candidatura”, declarou.