O ex-ministro da Cidadania e candidato derrotado ao Senado, João Roma (PL), cobrou uma solução do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para os problemas registrados na BR-324, após o surgimento de uma nova cratera em um trecho da rodovia, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A interdição parcial da pista provocou congestionamentos durante o retorno do feriado prolongado.
Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (3), Roma criticou a atuação do governo estadual diante dos problemas na estrada e comparou a nova ocorrência à cratera que se abriu na rodovia em julho deste ano.
“Lembram do Buraco do Jero na BR-324? Agora tem o Buraco do Jero 2. Outra cratera em Simões Filho, interditando parte da pista. Quem passa pela BR-324 não quer saber de desculpa nem de empurra-empurra de problemas. Quer uma estrada segura”, afirmou.
O ex-ministro também acusou Jerônimo de não assumir responsabilidade pela situação e pediu uma solução definitiva para os problemas na rodovia.
“Governador, corra atrás de uma solução definitiva. Essa também é uma responsabilidade de quem governa a Bahia. O pesadelo do povo baiano com a BR-324 continua e Jerônimo finge que não é com ele”, declarou.
Nova cratera provoca interdição
A nova ocorrência foi registrada no km 603 da BR-324, no sentido Feira de Santana–Salvador. Desde a segunda-feira (2), parte da pista permanece interditada, provocando filas de caminhões e restrições ao tráfego de veículos pesados.
De acordo com informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), os serviços de recomposição do aterro e recuperação da pista começaram nesta terça-feira. Uma das faixas foi liberada exclusivamente para veículos leves, enquanto caminhões e outros veículos pesados passaram a utilizar a via lateral correspondente à antiga estrada do Derba. No sentido Salvador–Feira de Santana, o trânsito segue normalmente.
Segundo o DNIT, a erosão foi provocada por problemas no aterro de acesso ao viaduto. As fortes chuvas registradas na região na semana passada, associadas à obstrução de um dispositivo de drenagem, contribuíram para o problema. O órgão informou que não identificou danos à estrutura do viaduto.
O trecho fica próximo ao local onde outra cratera se abriu em julho deste ano. Na ocasião, foram necessárias aproximadamente duas semanas de intervenções para recuperar a área. Em agosto, o DNIT decretou situação de emergência para viabilizar a contratação de uma obra emergencial. Cerca de três meses depois, entretanto, a contratação ainda não havia sido concluída.