O reajuste do Bolsa Família e a criação de um 13º pagamento para beneficiários do programa estão entre as propostas que João Roma (PL) pretende levar ao Senado. Nesta quarta-feira (26), o candidato afirmou que quer usar a experiência acumulada como ex-ministro da Cidadania para fortalecer os programas de transferência de renda e ampliar a proteção às famílias em situação de vulnerabilidade.
Durante entrevista à rádio Brisa Mar FM, Roma ressaltou que o patamar mínimo de R$ 600 permanece sem reajuste desde o período em que esteve à frente do Ministério da Cidadania. “Eu quero ser senador para lutar por essa bandeira, para a gente tentar reajustar o Bolsa Família e conseguir colocar um décimo terceiro no programa social”, afirmou.
O candidato também recordou a ampliação do benefício durante sua gestão no governo federal. Segundo Roma, o valor médio pago anteriormente era de aproximadamente R$ 180 e passou a ter um piso de R$ 600.
“Quando eu fui ministro, consegui mais do que triplicar o valor do Bolsa Família. Na época, era uma média de cerca de R$ 180 e nós passamos para o mínimo de R$ 600. Desde a época que eu aumentei o Bolsa Família para R$ 600, de lá para cá, nem o reajuste deram mais”, disse.
A proposta de reforço à rede de proteção social, de acordo com Roma, não se limita ao Bolsa Família. Na entrevista, ele também citou o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a necessidade de políticas voltadas às famílias atípicas.
Outro ponto defendido pelo candidato é aproximar a assistência social da geração de oportunidades. Roma relembrou a regra adotada durante sua passagem pelo ministério que permitia a manutenção temporária de parte do benefício para quem passasse a ter um emprego formal, evitando que a entrada no mercado de trabalho significasse a perda imediata da proteção social.
“Eu acho muito importante que as pessoas tenham um rendimento mínimo para ter segurança social”, afirmou. Para Roma, a atuação de um senador pela Bahia deve combinar a busca por investimentos e obras com a defesa de políticas que tenham impacto direto na renda das famílias. “Não só trazer recursos de Brasília para obras importantes, mas também trabalhar para reforçar os programas sociais”, completou.