O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), reagiu nesta quarta-feira (12) à declaração do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), que sugeriu que o governador estaria “sem tesão” diante da gestão do Estado e que precisaria “tomar um Viagra”.
Em entrevista à imprensa, Jerônimo classificou a declaração como inadequada para o debate político e afirmou esperar que o prefeito adote uma postura compatível com o cargo que ocupa.
“É um tom muito baixo pra gente. Eu não entendo que um político vá recomendar Viagra. A gente sabe pra que serve o medicamento Viagra. Então, isso não cabe pra nós na política. A gente não tem que dar esse tipo de exemplo”, afirmou o governador.
Jerônimo também disse que ser prefeito de Salvador exige responsabilidade na forma de se posicionar publicamente.
“Eu espero que o prefeito aprenda a lidar com o tamanho que é ser prefeito de Salvador. Ser prefeito de Salvador exige um tamanho de comportamento”, declarou.
Ao rebater a provocação, o governador tentou deslocar o foco para questões administrativas e afirmou que a discussão política deveria estar concentrada na qualidade dos serviços públicos oferecidos à população.
“Se trata de gestão, de modelo de gestão. Saber se as creches estão sendo feitas, entregues e funcionando bem. Se as unidades básicas de saúde existem em quantidade adequada, com bons profissionais, sendo bem pagos. Se o transporte coletivo de Salvador tem uma qualidade adequada, com valor adequado”, disse.
Jerônimo ainda criticou o que classificou como um rebaixamento do debate político e afirmou que agentes públicos precisam servir de exemplo.
“Não dá pra rebaixar o debate. Nós estamos em um lugar de posição mais exigente da gente. Quem é deputado, quem foi deputado, quem é vereador, nós temos que dar bons exemplos à política brasileira e baiana”, afirmou.
Sobre o uso do medicamento citado por Bruno Reis, Jerônimo respondeu com ironia, mas ressaltou que não tem preconceito contra quem faz uso.
“Eu entendo disso e não faço uso. É possível que ele tenha experiência com isso, eu não tenho, não tenho e não pretendo ter. Mas, se tiver um dia, também não há preconceito pra isso. Não há preconceito de quem usa”, declarou.