Durante entrevista concedida nesta terça-feira (12) à Rádio Sociedade da Bahia, o pré-candidato ao Governo da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto, rebateu críticas sobre ainda não ter oficializado apoio a um nome para a Presidência da República e voltou a fazer ataques à gestão do governador Jerônimo Rodrigues, especialmente nas áreas de segurança pública e sistema prisional.
Questionado pelo apresentador Adelson Carvalho sobre a ausência de um alinhamento nacional definido, ACM Neto afirmou que sua base política na Bahia reúne partidos com diferentes pré-candidaturas presidenciais. Segundo ele, o cenário nacional ainda está em construção e isso não impede alianças regionais.
“O Novo tem a pré-candidatura de Romeu Zema, o PL tem a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, o DC dialoga com Aldo Rebelo, e todos mantêm relação conosco aqui na Bahia”, declarou.
O ex-prefeito de Salvador também destacou sua proximidade com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, a quem chamou de amigo de mais de 20 anos. Neto revelou ter visitado Goiás na semana passada para conhecer experiências da gestão goiana, especialmente na área de segurança pública.
Ao longo da entrevista, ACM Neto afirmou que adversários tentam desviar o foco do debate eleitoral ao questionar sua posição na disputa presidencial. Segundo ele, o centro da discussão deve ser a situação da Bahia.
“Há quatro anos disseram que o alinhamento político resolveria todos os problemas da Bahia. A pergunta que eu faço ao eleitor é: resolveu?”, questionou.
O pré-candidato criticou o avanço da violência no estado e citou o confronto policial ocorrido recentemente no Vale do Capão, na Chapada Diamantina, como exemplo da expansão da criminalidade para cidades do interior.
“As pessoas vão ao Capão buscando paz e tranquilidade, e hoje há confronto entre polícia e facções criminosas na região. Isso mostra que a violência tomou conta de toda a Bahia”, afirmou.
ACM Neto também acusou Jerônimo Rodrigues de ter “perdido a guerra para o crime organizado” e defendeu a criação de presídios de segurança máxima no estado, citando o modelo adotado em Goiás. Ele ainda mencionou a fuga de detentos no presídio de Eunápolis e criticou a atuação da Secretaria de Administração Penitenciária.
Além da segurança pública, Neto afirmou que a população segue insatisfeita com a saúde pública e com o custo de vida. “O que as pessoas querem é atendimento médico, segurança e alívio no bolso”, concluiu.