Jerônimo promete universalizar ensino integral, mas é cobrado sobre a principal meta: aprendizagem

Foto: Divulgação
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Professor e ex-secretário de Educação da Bahia, o governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu nesta terça-feira (8) a proposta de universalização do ensino em tempo integral no estado durante entrevista ao Band Cidade.

Questionado sobre as metas para um eventual segundo mandato, Jerônimo foi provocado a apresentar um objetivo concreto relacionado à aprendizagem dos estudantes, já que a ampliação da permanência dos alunos nas escolas, por si só, não garante necessariamente melhores resultados educacionais.

Na resposta, o governador ampliou o conceito de escola em tempo integral e destacou que, desde 2023, determinou a abertura das unidades escolares também durante férias e finais de semana para atividades de integração com a comunidade.

“Não é só a escola de tempo integral.”

Segundo Jerônimo, a proposta busca transformar a escola em um espaço de convivência também para as famílias e a comunidade.

“Eu entendo que não existe educação separado dos pais, das mães e da comunidade.”

O governador afirmou ainda que a permanência maior dos estudantes no ambiente escolar está associada à melhoria da qualidade do ensino.

“A escola em tempo integral nos dá a qualidade.”

Jerônimo cita ENEM e vestibulares

Ao ser questionado especificamente sobre uma meta concreta de aprendizagem para o segundo mandato, Jerônimo não apresentou, no trecho da entrevista, um percentual ou indicador numérico a ser alcançado. Em vez disso, argumentou que os resultados já podem ser observados no desempenho dos estudantes.

“Se você for pegar os dados das notas dos nossos estudantes, tanto no ENEM, quanto nas provas de vestibulares, nas redações, vocês vão ver que o resultado é concreto.”

O governador relacionou esse desempenho à maior presença dos alunos na escola, à valorização dos professores e às condições oferecidas pela rede estadual.

“O resultado é concreto quando o estudante fica mais presente na escola, que os professores têm seu salário base garantido e que as condições na escola realmente é uma revolução.”

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