O candidato à reeleição ao governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu nesta terça-feira (25), durante entrevista à TV Record Bahia, a continuidade dos investimentos em segurança pública e a integração entre União, estados e municípios como estratégia para enfrentar a violência e o avanço das facções criminosas.
Ao ser questionado sobre os índices de violência no Estado e sobre o que pretende fazer de diferente caso seja reeleito, Jerônimo destacou ações realizadas durante sua gestão e afirmou que pretende manter o reforço das forças de segurança.
“Nos três anos e meio do meu governo, eu admiti 11 mil profissionais de segurança pública”, afirmou o candidato, referindo-se às contratações de profissionais para diferentes áreas da segurança.
Jerônimo também citou a renovação da frota policial como uma das medidas adotadas durante seu governo. Segundo ele, foram entregues 6 mil novas viaturas, incluindo veículos blindados.
“Entreguei 6 mil viaturas novas, inclusive algumas delas, ou muitas delas, blindadas para garantir a segurança do profissional”, disse.
O candidato também mencionou investimentos em equipamentos utilizados pelas forças policiais, como coletes e armamentos, e defendeu que as polícias estejam preparadas para enfrentar organizações criminosas cada vez mais estruturadas.
“Compras de coletes, compra de armas potentes para enfrentar o crime organizado. Tem que ter armas potentes”, declarou.
Jerônimo aposta em atuação do governo federal
Durante a entrevista, Jerônimo também direcionou parte de sua fala ao governo federal e citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um aliado para uma mudança estrutural na política de segurança pública do país.
Ao falar sobre a proposta de criação de um sistema nacional de segurança, o petista chamou Lula de “meu presidente” e afirmou esperar que o governo federal avance na discussão de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) relacionada ao tema.
“Eu espero que o presidente Lula, o meu presidente, o meu candidato a presidente da República, possa criar […] uma PEC para um sistema nacional de segurança pública”, afirmou.
Na avaliação de Jerônimo, uma estrutura nacional permitiria definir com maior clareza as responsabilidades de cada esfera de governo e ampliar os investimentos na área.
“A gente possa ter o Ministério da Segurança Pública, mais investimento para a gente poder garantir dentro de um sistema, ver qual é o papel do Estado, fortalecido com os investimentos, o papel da União e o papel do município”, disse.
“Segurança pública não é só polícia”
Jerônimo também afirmou que o enfrentamento à violência não pode ficar restrito à atuação policial. Segundo ele, seu programa de governo prevê medidas sociais voltadas à prevenção da criminalidade.
“É preciso entender que a segurança pública não é só polícia, é polícia também”, afirmou.
O candidato citou como propostas a ampliação da educação em tempo integral e a ocupação de territórios com serviços públicos nas áreas de saúde, lazer e cultura.
“Por isso, no meu programa de governo, consta […] que eu universalizarei educação de tempo integral, ocupação dos territórios com área de saúde, área de lazer, área de cultura”, declarou.
Jerônimo também destacou o programa Bahia pela Paz como parte da estratégia de segurança pública de seu plano de governo.
A fala ocorreu em meio ao debate sobre os índices de violência na Bahia. Na entrevista, foram mencionadas quase 4 mil mortes violentas registradas no Estado no ano anterior, apesar de uma redução superior a 10% em relação ao período anterior, além de mais de 300 operações realizadas pela Secretaria da Segurança Pública no primeiro semestre contra facções criminosas.
Ao encerrar sua resposta, Jerônimo reforçou que pretende manter a política de fortalecimento das forças de segurança caso permaneça no comando do Estado.
“Por isso vou continuar investindo, garantindo, inclusive, que a segurança pública, a secretaria continue firme no seu propósito”, afirmou.