Jerônimo acusa ACM Neto de manter postura de “príncipe” e critica adversário: “Ele não muda”

Foto: Divulgação
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O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), elevou o tom ao comentar a disputa eleitoral com ACM Neto durante entrevista em formato de sabatina na Rádio Metrópole, nesta quinta-feira (10). Ao ser questionado sobre o que diferencia a atual campanha da eleição anterior, quando enfrentou o mesmo adversário, o petista fez críticas à postura política do ex-prefeito de Salvador e citou episódios envolvendo aliados de Neto.

Segundo Jerônimo, ACM Neto manteria uma postura de superioridade na política. O governador afirmou que o adversário não teria mudado sua forma de fazer política desde a eleição anterior.

“O próprio adversário meu, que estava aqui ontem, ele não muda. Ele acha que a posição de colonizador, a posição do príncipe, vai ser eterno na vida dele, que ele vai ter o lugar de mando sempre em um lugar mais alto no pedestal”, afirmou.

Jerônimo também mencionou o ex-prefeito de Feira de Santana Zé Ronaldo, que foi candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil em 2018, ao criticar a forma como, segundo ele, o aliado teria sido tratado durante a formação da chapa.

“Nós vimos esse comportamento com o Zé Ronaldo, o que ele fez com o Zé Ronaldo, com um parceiro de chapa ou de partido dele”, disse.

O governador afirmou ainda que a condução da composição da chapa teria causado desgaste político a Zé Ronaldo.

“Ele iria anunciar o nome de Zé Ronaldo como vice, e na hora de anunciar o nome de Zé Ronaldo, anunciou outra pessoa. […] Um desrespeito total”, declarou.

“Meu objetivo não é humilhar as pessoas”

Na sequência, Jerônimo fez referência a declarações atribuídas a ACM Neto durante a disputa política e criticou o tom utilizado pelo adversário para se referir a ele e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Ele primeiro disse que iria dar uma surra no Lula. É um comportamento, sabe, desalinhado que nós entendemos de política, dar uma surra em alguém. Depois disse que iria me humilhar”, afirmou.

Jerônimo questionou a ideia de um candidato utilizar a “humilhação” como objetivo político e afirmou que sua visão sobre o exercício do governo é diferente.

“Olha, imagina uma pessoa assim: ‘olha, eu vou ser governador para humilhar as pessoas’. Meu objetivo não é esse”, disse.

Crítica à trajetória de Jerônimo

O ponto mais contundente da fala do governador veio ao comentar uma declaração de ACM Neto sobre sua trajetória pessoal e política. Jerônimo classificou a afirmação como “infeliz” e defendeu que todos possuem uma história que merece ser respeitada.

“Depois ele fez uma fala, a mais infeliz, quando ele disse que minha história era um livro, era uma página em branco”, afirmou.

Em resposta, Jerônimo ampliou a crítica e afirmou que nenhuma pessoa deveria ter sua trajetória desqualificada em razão de sua origem ou condição social.

“Nenhuma pessoa, Mário, pode ser tratada assim. Todo mundo tem uma história. Ninguém, ninguém, do mais rico ao mais pobre, do mais alto ao menor, branco, negro, mulher, todo mundo tem uma história”, declarou.

O governador afirmou ainda que as trajetórias individuais devem ser reconhecidas dentro de seus próprios contextos.

“As histórias de cada um são ricas. No seu mundo. A sua história é uma história rica”, disse, dirigindo-se ao apresentador Mário Kertész.

Ao concluir o raciocínio, Jerônimo voltou a rebater a declaração atribuída a ACM Neto e afirmou que a trajetória dos baianos não pode ser tratada como algo sem conteúdo ou relevância.

“Não dá pra imaginar que uma pessoa que quer, que é candidato ao governo, dizer assim: ‘olha, a história dos baianos é uma história de um livro ou de um caderno em branco’”, concluiu.

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