O senador Otto Alencar (PSD) fez duras críticas ao senador Angelo Coronel (PSD) e afirmou que se sentiu traído politicamente após declarações do correligionário durante a campanha eleitoral de 2022.
Em entrevista à Rádio Baiana FM nesta quarta-feira (17), Otto relembrou que atuou ativamente nas campanhas de Coronel ao Senado, mas afirmou não ter recebido o mesmo apoio quando disputou a reeleição.
"Quando ele foi candidato, eu suei minha camisa por ele. Onde ele não ia, eu ia pedir voto para ele", afirmou.
Segundo Otto, durante sua campanha em 2022, Coronel não participou de atos políticos em seu favor.
"Quando eu fui candidato em 2022, não apareceu em nenhuma reunião minha. Nenhuma. Absolutamente nenhuma", declarou.
O senador também recordou um vídeo gravado por Coronel durante o segundo turno da eleição presidencial daquele ano, quando o parlamentar relatou ter apertado o número 22 na urna eletrônica, referente à candidatura de Jair Bolsonaro (PL), em vez do 13, de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Para Otto, a declaração representou uma ruptura de confiança dentro do grupo político.
"O que mais me chamou a atenção foi aquele vídeo em que ele disse que, ao contrário de apertar o 13, apertou o 22. Isso é a confissão da traição. Isso é inaceitável", disparou.
Otto ainda lembrou que lideranças como o ex-governador Rui Costa (PT) e o senador Jaques Wagner (PT) pediram votos para Coronel em eleições anteriores, demonstrando, segundo ele, lealdade política que não teria sido retribuída.
As declarações ocorrem em meio ao aumento das divergências públicas entre os dois senadores baianos, ambos filiados ao PSD, partido que integra a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do presidente Lula.