Isabela Suarez defende atualização do Simples Nacional e alerta para "palanque eleitoral" na escala 6x1

Foto: Divulgação
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A presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, reforçou o papel do associativismo como o único escudo capaz de evitar que micro e pequenos empresários fiquem "órfãos" no Congresso Nacional.

Recebida na quinta-feira (23) pelo superintendente Carlos Rezende, a líder empresarial baiana pautou temas críticos para a economia do estado, com foco na sobrevivência do setor produtivo

Justiça eleitoral conômica: o que teto do Simples Nacional

Isabela destacou que a atualização da tabela do Simples Nacional não é apenas uma questão técnica, mas de sobrevivência para a Bahia, onde esse segmento representa 68% da economia.

"É uma questão de justiça com o microempreendedor individual. A Associação Comercial funcionará como uma casa de pressão para que os representantes da Bahia no Congresso não percam essa pauta de vista", afirmou a presidente, colocando a ACB como articuladora direta junto à bancada baiana.

Escala 6x1: preocupação com o momento político

Sobre a proposta de redução da jornada de trabalho (fim da escala 6x1), que recentemente avançou na CCJ da Câmara, Isabela expressou "absoluta preocupação" com a tramitação da matéria em meio ao cenário eleitoral de 2026.

Risco de Populismo: Para a presidente da ACB, o debate corre o risco de se tornar um "palanque", onde apenas o lado das vantagens é exposto, ignorando os impactos no setor produtivo.

Transparência e Responsabilidade: Ela defende que a discussão seja desvinculada de períodos de disputa política para garantir a imparcialidade. "Torcemos para que os parlamentares atuem com sensibilidade e responsabilidade, garantindo a lisura de um projeto que deveria ser votado fora de um momento eleitoral", pontuou.

Fortalecimento do Eixo Bahia-Brasília

A visita também serviu para alinhar a atuação da ACB com as diretrizes nacionais sob o comando de Alfredo Cotait Neto (CACB) e a liderança regional de Paulo Cavalcanti (Faceb). Isabela Suarez reafirmou que a ACB, a mais antiga do sistema no país, está à disposição para liderar o movimento de resistência do setor produtivo, que, segundo ela, encontra-se "cambaleado e com dificuldades de representação".

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