O pré-candidato do União Brasil ao Governo da Bahia, ACM Neto, afirmou nesta quarta-feira (22) que a disputa eleitoral de 2026 apresenta diferenças significativas em relação à campanha de 2022. Durante entrevista após a convenção que homologou seu nome, o ex-prefeito de Salvador disse que o principal contraste está no fato de que o governador Jerônimo Rodrigues (PT), agora candidato à reeleição, chega à disputa com um histórico de gestão que, segundo ele, será avaliado pelos eleitores.
“Hoje o meu adversário é conhecido. Há quatro anos ele era completamente desconhecido. Jerônimo Rodrigues era um livro com páginas em branco. Hoje, ele é um governador testado e reprovado”, afirmou.
Na sequência, ACM Neto criticou a declaração dada por Jerônimo Rodrigues à Rádio Bahia FM de que teria cumprido 92% das promessas de campanha. O candidato do União Brasil citou um levantamento divulgado pelo portal G1 para contestar o percentual apresentado pelo governador.
“Eu confesso que, de maneira perplexa, vi a entrevista que ele deu hoje pela manhã dizendo que cumpriu 92% das promessas. Pouco depois, o G1 apresentou um relatório mostrando que apenas 33 promessas haviam sido cumpridas, o que representa cerca de 70% de não cumprimento”, declarou.
Com base nessa avaliação, ACM Neto afirmou que, se estivesse na situação do governador, não disputaria um novo mandato.
“Honestamente, se eu estivesse no lugar dele, eu não teria coragem de ser candidato à reeleição. Não sei com que cara alguém que prometeu tantas coisas e não cumpriu participa de uma nova eleição para prometer novamente”, disse.
O candidato também afirmou que chega à disputa de 2026 mais preparado do que há quatro anos. Segundo ACM Neto, o período entre as duas eleições foi marcado por desafios que contribuíram para seu amadurecimento político.
“Hoje eu me sinto muito mais preparado, muito mais experimentado, muito mais vivido, muito mais pronto para a tarefa de ser governador do nosso Estado”, afirmou.
ACM Neto lembrou ainda que adversários chegaram a afirmar, no ano passado, que ele não seria candidato ao Palácio de Ondina e disse que a convenção demonstra a consolidação do grupo político que o apoia.
“Os nossos adversários diziam que eu nem candidato seria. E aqui nós estamos. Eu não estou sozinho. Estou ao lado de pessoas que têm peso político, história política, credibilidade política e força junto ao cidadão”, declarou.
O pré candidato afirmou também que pretende construir a campanha ao lado de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças políticas, além da população baiana.
“É exatamente ao lado deles, dos prefeitos, dos ex-prefeitos, dos vereadores e, principalmente, de cada cidadão que nós vamos construir essa vitória em outubro deste ano”, concluiu.