O prefeito de Alagoinhas, Gustavo Carmo (PAD), afirmou nesta quarta-feira (1º), durante entrevista à rádio Boa FM, que o novo Hospital Regional do Litoral Norte e Agreste Baiano funcionará como unidade de “porta qualificada” e atenderá prioritariamente casos de urgência e emergência regulados pelo sistema de saúde. Segundo ele, o Hospital Dantas Bião será desmobilizado de forma gradual, conforme a reorganização da rede municipal e estadual.
“É a necessidade das pessoas se deslocarem lá pro hospital, lembrando que não há essa necessidade. Hoje ainda vamos continuar funcionando com esse hospital de retaguarda do Dantas Bião, até pra tranquilizar as pessoas”, afirmou.
O prefeito explicou que o novo hospital não funcionará como unidade de atendimento espontâneo para casos leves, mas sim para situações mais graves e reguladas.
“O hospital regional do litoral norte é um hospital de porta qualificada. O paciente que vai ser tratado ali é aquele paciente regulado. O paciente que o SAMU pegou no acidente de trânsito, numa situação de tiroteio, numa facada. Tudo isso que acontece no cotidiano urbano”, disse.
Segundo ele, casos de menor complexidade continuarão sendo atendidos em outras unidades da rede.
“O que não vai ser atendido ali é o paciente comum, aquele paciente de troca de receita, um mal-estar convencional”, explicou.
Gustavo Carmo também comentou o processo de reorganização da rede hospitalar do município e afirmou que o Dantas Bião será desmobilizado ao longo dos próximos meses.
“O Dantas Bião será desativado, desmobilizado ao longo dos meses”, declarou.
O prefeito afirmou ainda que há estudos para que parte dos serviços atualmente distribuídos em diferentes estruturas sejam concentrados no antigo hospital.
“No estudo preliminar, a gente tem segurança de que 80% dos serviços de saúde do município cabem ali. SAMU, centros de cirurgias, CAPS, ambulatórios, tudo isso pode ser transferido”, afirmou.
Ele destacou que a mudança deve permitir melhor uso dos imóveis públicos e redução de custos com estruturas alugadas.
“Hoje temos serviços descentralizados, muitos pagando aluguel. Esses imóveis próprios podem abrigar outros serviços da prefeitura”, disse.
Gustavo Carmo afirmou ainda que o processo está alinhado entre município, governo estadual e os 34 municípios da região atendida pelo novo hospital.
“O Dantas Bião não vai fechar da sua essência de hospital porta aberta de uma vez. Ele vai sendo desmobilizado. Estamos muito afinados nisso, com o governo do Estado e os municípios da região”, concluiu.