O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), líder da bancada da maioria na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), contestou nesta terça-feira (27) a justificativa da Prefeitura de Salvador para a retenção de ônibus no domingo de votação. O parlamentar criticou a alegação de que adesivos de propaganda eleitoral nos veículos teriam motivado a situação e defendeu a apuração do caso.
A declaração foi feita ao comentar a proposta de criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara Municipal de Salvador para investigar a conduta do prefeito Bruno Reis (União Brasil) e da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob).
Deputado questiona justificativa da prefeitura
Rosemberg afirmou que a retirada dos adesivos poderia ter sido feita em poucos minutos e classificou como insustentável a explicação apresentada pelo Executivo municipal.
“A Assembleia fez as suas manifestações pelos parlamentares que constataram o prejuízo imposto à população mais carente. O argumento de que havia adesivos é insustentável: em três minutos, com o povo lá do Tororó, retiravam-se todos os adesivos. No entanto, os aliados do prefeito pareceram necessitar de sete horas para retirar meia dúzia de adesivos que foram divulgados”, declarou.
Rosemberg critica Bruno Reis
O líder governista também argumentou que ônibus circularam com propaganda de diferentes candidaturas durante a campanha sem que isso, segundo ele, impedisse a operação da frota.
“Não tem nada a ver; autocarros sempre rodaram com propaganda tanto do 13 quanto do 22 desde o primeiro turno. Trata-se de uma justificativa boba. Estou a desconhecer o prefeito Bruno Reis; ele era bem mais inteligente no período em que atuava como deputado estadual nesta Casa”, afirmou.
A retenção dos coletivos e a justificativa apresentada pela prefeitura estão no centro das discussões políticas sobre o transporte público em Salvador no dia da votação. A proposta de CEI busca apurar os fatos e eventuais responsabilidades.