Em entrevista concedida nesta terça-feira (19), diretamente de Brasília, o deputado federal Cláudio Cajado comentou as recentes especulações sobre possível perseguição política envolvendo o senador Ciro Nogueira. O parlamentar negou enxergar um cenário de perseguição e fez críticas à forma como informações chegam ao debate público antes de uma apuração completa.
Questionado sobre o tema, Cajado afirmou não perceber esse tipo de movimento no cenário político nacional.
“Eu não tenho visto, não. Não tenho visto. Aliás, é uma coisa interessante: aqui em Brasília é uma sucessão de escândalos. Cada semana aparece um que é ou maior ou faz com que o anterior esqueça”, disse.
O deputado também ressaltou a importância do direito de defesa e criticou a velocidade com que versões de denúncias circulam antes de uma verificação dos fatos.
“Eu não tenho dúvida que em relação ao caso específico do senador Ciro Nogueira, ele vai ter a oportunidade de apresentar sua defesa. O que existe no Brasil muitas vezes é que você recebe uma notícia e ninguém apura se é verdade ou não”, afirmou.
Críticas à lentidão da Justiça e defesa de apuração
Cajado destacou ainda que a morosidade do sistema judicial pode contribuir para a consolidação de versões não necessariamente condizentes com os fatos.
“O grande problema é que a Justiça, quando você vai apresentar sua defesa, demora. E muitas vezes o que prevalece é uma versão que não é necessariamente o fato verdadeiro”, declarou.
O parlamentar disse conhecer o senador há anos e afirmou que ele teria condições de comprovar sua inocência.
“Eu conheço o senador Ciro há muito tempo. Ele disse que tem todas as condições de provar na Justiça sua inocência”, pontuou.
Declarações sobre movimentação financeira
Ao comentar pontos citados em investigações e debates públicos, Cajado mencionou justificativas apresentadas pelo próprio senador sobre movimentações financeiras em espécie, ressaltando que caberá à Justiça a análise do caso.
“Ele tem várias concessionárias de motocicleta que faturam ao ano quatrocentos milhões. Três milhões por ano não significa uma quantia que não seja compatível com o que ele alegou”, disse.
O deputado ainda argumentou que operações comerciais podem envolver diferentes formas de pagamento.
“Você tem condição de pagar em cartão de crédito, cheque, Pix, boleto, transferência bancária ou em dinheiro à vista. Quem trabalha com comércio sabe disso”, afirmou.
Cajado concluiu reforçando que a apuração definitiva cabe às instituições responsáveis.
“Só a Justiça para apurar isso”, finalizou.