Da Câmara de Serrinha à UVB: o caminho de Edylene Ferreira, suplente de Angelo Coronel

Foto: Divulgação
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A chapa de Angelo Coronel a vaga no senado carrega nome de peso, Edylene Ferreira. Serrinhense, filha de um ex-vereador vaqueiro e de uma ex-vereadora advogada, Edylene nasceu dentro da política municipal antes de construir a própria. A trajetória segue linha ascendente e pouco comum para mulheres em espaços de poder no interior baiano: quatro mandatos como vereadora, a primeira presidência feminina da Câmara de Serrinha e, hoje, a presidência da União dos Vereadores da Bahia, entidade que reúne e representa vereadores de todo o estado.

O dado importa porque o Legislativo municipal segue um dos ambientes mais resistentes à presença feminina na política brasileira. Prefeituras e câmaras concentram historicamente homens em cargos de decisão, e romper esta barreira exige mais do que voto: exige articulação, resistência a pressões e capacidade de organizar pares. Edylene, hoje comanda uma entidade estadual composta majoritariamente por homens.

Na chapa de Coronel, Edylene ocupa posição estratégica além da simbólica. Como suplente, representa a garantia de continuidade do projeto e, como presidente da UVB-BA, carrega capilaridade direta com vereadores de todos os municípios baianos, rede que fortalece exatamente o discurso municipalista que Coronel defende.

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