O candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), detalhou suas propostas para a saúde pública e assistência médica dos servidores estaduais em entrevista promovida pela TV Aratu nesta segunda-feira (31). O ex-prefeito de Salvador criticou o que chamou de abandono do Planserv pela atual gestão e apresentou o programa "PIX Saúde" como medida emergencial para conter mortes por falta de leitos de regulação no estado.
Neto defendeu a expansão do plano dos servidores, apontando escassez de ofertas em regiões do interior baiano.
"O Planserv vai mal porque foi abandonado pelo governo. O Planserv precisa ser fortalecido. Para fortalecer o Planserv, nós temos que credenciar novas clínicas, novos hospitais. Vamos ter que verificar os serviços que no interior hoje não estão sendo oferecidos aos servidores ativos e aposentados e credenciar prestadores de serviço para que aquele serviço aconteça", pontuou o postulante do União Brasil.
O candidato acrescentou que o atendimento à população idosa e a ampliação de leitos oncológicos serão prioridades no fortalecimento do sistema assistencial do funcionalismo público.
Funcionamento e diretrizes do programa "PIX Saúde"
Ao abordar a situação da regulação médica geral na Bahia, ACM Neto apresentou a proposta do "PIX Saúde", esclarecendo que o recurso funcionará como uma garantia complementar à rede pública em casos de extrema urgência.
"Outra coisa é o PIX Saúde. O PIX Saúde não vai ser só para o servidor, ele vai ser geral. Ele vai servir para quando há uma demanda urgente que não pode esperar, um paciente que está entre a vida e a morte e não há um hospital público para ele ser atendido imediatamente. Nós vamos ajudar a pagar o tratamento da rede particular, nós vamos comprar vaga no hospital para salvar a vida. Porque entre salvar a vida de uma pessoa e deixar a pessoa morrer esperando a fila da regulação, eu vou salvar", declarou.
Parcerias com hospitais municipais e críticas ao governo
ACM Neto rebatia as declarações do governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre a agilidade do sistema estadual, alegando que o tempo de espera no atendimento em municípios do interior continua gerando gargalos e dramas familiares.
"O PIX Saúde não vai substituir o hospital público. O PIX Saúde não vai evitar que o Estado construa novos hospitais regionais. Vamos, inclusive, fazer parceria com hospitais municipais para ampliar hospitais municipais, instalando serviços de urgência e emergência e levando leitos de UTI para hospitais que hoje não têm. Só que o PIX Saúde vai ser aquela retaguarda: naquele momento em que a pessoa está entre a vida e a morte e precisa de um internamento sem vaga na rede pública, a gente vai comprar vaga e vai salvar sua vida", concluiu o candidato.